Luta por um filho

Após sua coroação, Ana estabeleceu-se em uma rotina tranquila, na residência favorita do rei, Greenwich Palace, para se preparar para o nascimento de seu bebê.

Greenwich Palace

Ela anunciou sua gravidez de maneira informal, entrando quase correndo pelo átrio do palácio real e dizendo a Thomas Wyatt: “Oh, senhor, queria tanto uma maçã, há três dias morro de vontade de comer maçãs!” Ela começou a rir e disse: “Sabeis o que isto significa, segundo o rei?” E em meio a sua risada cristalina: “Significa que espero um bebê!” E sufocando o riso, deixou a sala correndo como havia entrado.

A criança nasceu um pouco prematura em 7 de setembro de 1533. Entre três e quatro da tarde, Ana deu à luz uma menina, que foi batizada de Elizabeth, provavelmente em honra da mãe de Henrique, Elizabeth de York. Apesar da obsessão de Henrique por um herdeiro masculino, ele não ficou totalmente desanimado, pois dizia que amava Elizabeth e que um filho certamente iria se seguir.

À princesa infanta foi dado um batizado esplêndido, mas Ana temia que a filha de Catarina, Maria, agora despojada do seu título de princesa e rotulada como uma bastarda, representasse uma ameaça à posição de Elizabeth. Henrique acalmava os temores de sua esposa, separando Maria de seus muitos servos e enviando-a para Hatfield House, onde a Princesa Elizabeth estaria vivendo com sua própria equipe magnífica de criados, e onde o ar do interior seria melhor para a saúde do bebê. Ana frequentemente visitava sua filha em Hatfield e outras residências.

A nova rainha teve uma equipe maior de servos do que Catarina. Havia mais de 250 criados para atender a suas necessidades pessoais, de sacerdotes a cavalariços. Havia mais de 60 damas de honra que a serviam e acompanhavam-na em eventos sociais.

Ela também empregou vários sacerdotes que ataram como seus confessores, capelães, religiosos e conselheiros. Um deles foi Matthew Parker, que se tornaria um dos principais arquitetos do pensamento anglicano no reinado da filha de Ana, Elizabeth I.
Ana Bolena presidiu uma corte magnífica. Ela era a mais rica de todas as esposas de Henrique VIII, incluindo a Rainha Catarina de Aragão. Além disso, Henrique perdeu um monte de dinheiro para ela em jogos de cartas.

Ela gastou quantidades pródigas de dinheiro em vestidos, jóias, enfeites de cabeça, leques de penas de avestruz, equipamentos de equitação, mobiliário e estofos, mantendo a ostentação exigida pelo seus status. Inúmeros palácios foram renovados para atender a seus gostos extravagantes e de Henrique. Seu lema era “A mais feliz” e ela tinha escolhido um falcão branco como o seu símbolo pessoal.

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