O bobo da Rainha

“A rainha forçosamente via tudo. Magra e macilenta, com a barriga plana, tinha de ver  sua irmã mais nova chamar o rei meramente erguendo o supercílio. A rainha via o homem a quem ainda amava apaixonadamente à disposição de outra mulher, e essa mulher, Elizabeth, a irmã indesejada que tinha roubado o pai de Mary, agora seduzia seu marido.
A rainha Mary nunca demonstrou nenhuma emoção. Não quando se inclinou em sua cadeira e fez, sorrindo, um comentário a Felipe, e então percebeu que ele nem sequer a escutara, absorto na dança de Elizabeth. Não quando Elizabeth levou um livro que estava lendo e compôs uma máxima em latim como dedicatória, improvisada diante da corte inteira. Não quando Elizabeth cantou uma música que compusera para ele, não quando Elizabeth o desafiou a uma corrida durante a caça e os dois tomaram a dianteira e desapareceram por meia hora. Mary tinha a dignidade de sua mãe, Catarina de Aragão, que vira seu marido obcecado por outra mulher durante seis anos, e durante os três primeiros havia se sentado em seu trono e sorrido para os dois. Assim como sua mãe tinha feito, Mary sorriu para Felipe com amor e compreensão, e para Elizabeth, com cortesia.”

O bobo da Rainha

Fugindo da Inquisição,a judia Hannah chega ao palácio de Whitehall e ingressa na corte dos Tudor, onde a conspiração espreita a cada mesura. A serviço do belo Robert Dudley, a joveml que possui o dom da premonição, é enviada como bobo santo para espionar a princesa Mary, herdeira esquecida ao trono do rei Eduardo. Em vez da temida tirana, Hannah encontra uma mulher ansiosa pela chance de usar a coroa e motivada pelo desejo fatal de fazer seu povo reaver a verdadeira fé – enquanto a irmã, Elizabeth, observa atentamente seus erros e reza por sua morte.Dividada entre a paixão por Dudley e o dever familiar, extasiada com os próprios dons e apreensiva em relação ao desconhecido, Hannah deve encontrar um caminho para atravessar esses tempos perigosos dos quais é ao mesmo tempo testemunha e artífie. Tempos em que professar a religião errada era uma sentença de morte; ciência e magia eram uma única arte; e amor verdadeiro era um privilégio de poucos.

“À nossa – disse Robert, erguendo seu copo em um brinde irônico – Uma rainha de coração partido, um rei ausente, um bebê perdido, uma pretendente à rainha, dois bobos e um traidor reabilitado. Saúde.”

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Nome do Livro no Brasil: O Bobo da Rainha
Nome Original: The queen’s fool
Escrito por: Philippa Gregory
Publicado no Brasil em: 2010
Editora: Record
Nº de Páginas: 517

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