Reconhecimento e Legado

Após a exumação, em 1876, nenhuma anomalia foi descoberta: sua compleição foi descrita como delicada,cerca de 1,67m, com dedos alongados e bem formados. Elizabeth I certamente herdou a compleição de sua mãe, altura, estrutura facial e mãos. Nenhum dos retratos contemporâneos de Ana Bolena sobreviveu: a semelhança é apenas de uma medalha de 1534 para comemorar a sua segunda gravidez, no entanto, está severamente danificada.

Após a coroação de sua filha como rainha, Ana era venerada como mártir e heroína da Reforma Inglesa, especialmente através das obras de John Foxe, que argumentou que Ana tinha salvo a Inglaterra dos males do catolicismo romano, e que Deus havia fornecido a prova de sua inocência e virtude, certificando-se que sua filha, Elizabeth I, mais tarde se tornou rainha. Um dos exemplos mais evidentes da influência de direta de Ana na Inglaterra reformada é o que Alexander Ales descreveu à rainha Elizabeth como os “bispos evangélicos que sua santa mãe elegeu entre os estudiosos que favoreceram a mais pura doutrina.” Ao longo dos séculos, Ana tem inspirado ou sido mencionada em numerosas obras artísticas e culturais. Como resultado, ela manteve-se na memória popular tem sifo chamada de “a mais influente e importante rainha consorte que a Inglaterra já teve.”

Elizabeth I, sua filha, teria dito ao embaixador veneziano: “Minha mãe não teria jamais convivido com meu pai, senão em um matrimônio declarado legal pelo Primaz da Inglaterra.”

Mitos e Lendas de Ana Bolena

Muitos mitos e lendas sobre Ana Bolena sobreviveram ao longo dos séculos. Um deles é que ela foi enterrada secretamente na Igreja de Salle, em Norfolk, sob uma laje preta perto dos túmulos de seus antepassados Bolena. Foi dito que seu corpo teria descansado em uma igreja em Essex na sua viagem para Norfolk. Outra é que o seu coração, a seu pedido, foi enterrado na Igreja de Erwarton (Arwarton), Suffolk, por seu tio Sir Philip Parker.

O fantasma de Ana teria sido avistado em Hever Castle, Blickling Hall, Igreja de Salle, Torre de Londres, e Marwell Hall. O relato mais famoso de sua reputada assombração foi documentado no livro Ghosts I’ve Met do pesquisador paranormal Hans Holzer. Em 1864, um major-general J.D, Dundas do 60º regime de artilharia estava a serviço na Torre de Londres. Como ele estava olhando pela janela de seus aposentos, percebeu um guarda embaixo, no pátio, em frente ao alojamento, local onde Ana tinha sido presa, se comportando de forma estranha. Ele parecia desafiar algo que, para o general, parecia uma figura feminina esbranquiçada a deslizar em direção ao soldado. O guarda atirou contra a forma com sua baioneta e, em seguida, desmaiou. Apenas o testemunho do General e corroboração na corte marcial salvaram o guarda de uma sentença de prisão por ter desmaiado em serviço.

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