O Filme x A História: The Other Boleyn Girl

Quanto de verdade e ficção existe no filme “The Other Boleyn Girl”? Ele fez um bom trabalho popularizando o período Tudor, os cenários e figurinos são bonitos, mas se há mais fatos do que ficção é algo discutível. É verdade que há poucos fatos conhecidos sobre a vida de Ana Bolena, e menos ainda sobre sua irmã Maria, mas este filme consegue contrariar a maioria daqueles que são conhecidos.
Este artigo corrigirá apenas alguns locais onde o filme contradiz com a versão original. Não é a história completa, nem uma revisão do livro.

Maria Bolena foi uma garota simples?
O filme mostra Maria desejando uma vida tranquila no campo, dedicada ao seu novo marido.
Na realidade, Maria Bolena viveu vários anos de sua adolescência na França, como dama de companhia de Maria Tudor, esposa de Luís XII e irmã de Henrique VIII, e após a morte de Luís, serviu à rainha Cláudia, esposa de Francisco. Ela tinha reputação de ter tido diversos casos na corte francesa, possivelmente até com o próprio rei Francisco.
Maria foi trazida por seu pai para a Inglaterra em 1519, possivelmente por causa do seu comportamento promíscuo e tornou-se uma dama de Cantarina de Aragão, rainha de Henrique VIII. Maria casou com Sir William Carey, um cortesão notável (e não um simples comerciante, como retratado no filme), em 1520. O rei Henrique participou do casamento. Ela tornou-se amante dele logo após o casamento, e não há nenhuma indicação de que ela estava indisposta a isso.

Quem era mais velha, Ana ou Maria?
O filme mostra que Ana era a mais velha.
Não se sabe ao certo, mas provavelmente Ana era mais jovem. Ana e Maria estavam na corte francesa durante um período de sobreposição, embora as datas em que cada uma chegou à França são esparsas. Sabe-se que Maria regressou a Inglaterra primeiro, para se casar, em 1519. Ana só foi retornar à Inglaterra para seu próprio casamento, em 1522.
O casamento de Maria é uma evidência muito forte para que ela seja a mais velha. Naqueles dias, as irmãs mais novas simplesmente não se casavam antes das irmãs mais velhas. Elas não tinham escolha, mas o casamento era para aumentar o status da família, e como a menina mais velha tinha mais status, ela sempre se casava primeiro.
Além disso, em 1596, o neto de Maria conquistou o título de Ormonde, baseado no fato de que Maria era mais velha que Ana (uma vez que seu irmão Jorge morreu sem filhos). Na ausência de herdeiros masculinos, o título iria para a irmã mais velha e seus filhos. Leia aqui sobre a discussão sobre a idade de Ana Bolena.

Será que Ana tentou ganhar o favor de Henrique primeiro?
O filme mostra a ira de Ana quando Maria ganhou o interesse de Henrique.
Ana foi enviada ao exterior provavelmente em 1513, e tinha doze anos ou menos na época. As meninas geralmente eram enviadas à corte na idade de doze ou treze anos, mas Margareth, arquiduquesa da Áustria, comentou várias vezes sobre a sua “tenra idade”. Em 1514, Ana foi enviada à França para atender primeiro a rainha Maria, e depois a rainha Cláudia. Ana permaneceu na corte francesa durante quase sete anos, retornando para a Inglaterra somente em 1522, dois anos depois do casamento de Maria com William Carey, e seu relacionamento posterior com Henrique. Ou seja, elas nunca competiram pela atenção do rei.

Maria foi a primeira amante de Henrique VIII?
O filme mostra Henrique sendo dedicado à rainha Catarina até que as Bolenas chegaram.
O rei Henrique é conhecido por ter tido Bessie Blount, uma mulher solteira que serviu como dama de companhia de Catarina, era sua amante em 1514, anos antes de Maria Bolena. Blount teve um filho, que foi reconhecido por Henrique, que lhe deu o nome de Henrique Fitzroy, nascido em 1519. “Fitzroy” significa “filho do rei”. Henrique honrou seu filho ilegítimo com o título de Duque de Richmond e Somerset. Henrique era conhecido por ser infiel as suas amantes estabelecidas, bem como às suas esposas. Leia aqui sobre as outras amantes de Henrique VIII.

Henrique foi pai do filho de Maria?
O filme não mostra nenhuma dúvida quanto à isso.
É possível. Seu caso com Henrique terminou em meados de 1525, e seu filho nasceu no início de março de 1526. Sua semelhança com Henrique foi assinalada, e foi amplamente considerado como filho do rei. No entanto, Henrique nunca o reconheceu.
Henrique reconheceu seu filho ilegítimo com Bessie Blount, e o fato de ele não ter reinvidicado o filho de Maria gera dúvidas. Entretanto, Bessie Blount era solteira, então não havia nenhum outra pessoa que pudesse ser o pai, enquanto Maria tinha um marido que poderia ter sido o pai, e Henrique estava apaixonado por Ana, e poderia ter se sentido estranho ao reconhecer um filho de sua irmã. A rainha Elizabeth concedeu ao seu primo-possivelmente-irmão o título de Lod Hunsdon mais tarde em sua vida. Leia mais sobre a questão aqui.

Ana casou secretamente com Henry Percy?
O filme retrata um casamento e uma noite de núpcias.
Não se sabe. Eles não tiveram nenhum tipo de contrato oficial, e quando Ana foi julgada por adultério em 1533, Percy disse “O mesmo [juramento] pode representar a minha condenação eterna se alguma vez tiver havido qualquer contrato ou promessa de casamento entre mim e ela”.

Ana foi exilada para a França?
O filme mostra que, após a descoberta do casamento de Ana com Henry, ela foi para o exílio.
Em parte, isso é verdade. Ana não foi exilada para fora do país, mas foi obrigada a permanecer alguns meses em sua casa após a descoberta do seu envolvimento (e não casamento) com Henry Percy. Ana, assim como Maria, passou parte de sua infância na França e usava roupas mais ‘ousadas’ que eram moda na França na corte da Inglaterra, coisa que chamou a atenção de alguns para as novas tendências dela, como, por exemplo, o capelo francês – embora o acessório já tivesse sido notado na corte pela irmã de Henrique, Maria Tudor. Assim que Ana foi mandada para casa, Percy foi obrigado a se casar com Mary Talbot.

Será que Henrique confiava mais em Maria do que em Ana?
O filme mostra que Henrique convidou Maria para atestar a confiabilidade de Ana.
Absolutamente não. Na verdade, quando o primeiro marido de Maria, William Carey, morreu em 1528, Henrique prontamente deu a tutela de  do filho de Maria, Henrique Carey, para Ana. As cartas de amor sobreviventes que Henrique escreveu para Ana indicam que ele estava preocupado com a “virtude fácil” de Maria, por isso fez de Ana a guardiã de seu sobrinho. A criança foi criada na corte sob os cuidados de Ana.

Henrique desprezou Ana na época de seu casamento?
O filme mostra que Henrique nunca sorriu para Ana, depois que ele concordou em anular o seu casamento.
Ana e Henrique tiveram um longo namoro e um pequeno caso no seu casamento de três anos. Henrique ficou atraído por Ana em 1526. Eles só se casaram sete anos depois. Ele se dedicou a ela por muitos anos, apesar (ou talvez por causa) do fato de que eles não tiveram uma relação nesse tempo. Todas as provas – incluindo as cartas de amor de Henrique para Ana – indicam que eles não tiveram uma relação sexual até pouco antes de seu casamento, quando Ana ficou grávida de Elizabeth. Ele certamente começou a perder o interesse por ela por volta do seu primeiro ou segundo aborto. Sua preocupação de que ela só lhe daria uma filha, assim como Catarina, foi um dos motivos que o levou a querer substituí-la.

Ana forçou Henrique à forçar Catarina dar o divórcio?
O filme mostra Ana empurrando-o para a questão da anulação ou divórcio.
Isso é verdade, parcialmente. Ana certamente se recusou a ficar em sua cama até que ele pudesse se casar com ela. No entanto, também é verdade que Henrique estava obcecado em ter um herdeiro do sexo masculino e muito angustiado pelo fracasso de Catarina em produzir um herdeiro vivo. Catarina era seis ou sete anos mais velha que Henrique e sofreu vários abortos, e dois nascimentos de curta duranção. Ela também deu à luz a Maria, que mais tarde se tornaria a famosa Bloody Mary.
Em 1529, os médicos declararam que Catarina (com cerca de 42 anos) não poderia mais ter filhos. Henrique, que estudava a bíblia, começou a refletir sobre os versos de Levítico, que afirmava que um homem que tomava a mulher de seu irmão não teria filhos sobreviventes. Neste ponto, Henrique foi se tonando mais e mais apaixonado por Ana. É possível que ele tenha considerado a anulação antes da chegada de Ana, uma vez que ele estava obcecado com a idéia do herdeiro masculino. A resistência de Ana só fortaleceu sua resolução dissolver o primeiro casamento.
O papa parou de dar notícias sobre a concessão de anulação. Catarina foi banida da corte em 1531 e Ana foi instalada em seus aposentos no palácio. Em algum momento entre 1531 e 1533, Ana e Henrique começaram a ter relações sexuais. Ana ficou grávida e Henrique voltou a ter esperanças em um herdeiro. Ele declarou nula a sua união com Catarina, que era viúva de seu irmão, e que portanto, o seu casamento era ilegal, e então casou-se com Ana secretamente em 1533. A ruptura com a Igreja Católica era inevitável depois disso.

O casamento de Catarina com Henrique era legal?
Catarina afirmou que seu primeiro casamento com Artur não foi consumado.
Catarina de Aragão se casou com o príncipe Artur em 1501. Ela tinha 16 anos, Artur tinha 15 e era muito doente. Artur morreu seis meses após o casamento, possivelmente da doença do suor. Catarina afirmou que desde o início não tivera relações físicas com ele, e que era, portanto, livre para se casar com Henrique, o que provavelmente era verdade. O casamento com a esposa de um irmão era ilegal, e para isso o Papa lhes concedeu uma dispensa especial para se casarem.

Ana teve um aborto após o nascimento de Elizabeth?
O filme mostra Ana tendo um aborto, e logo depois, perdendo a cabeça.
Ela teve pelo menos dois abortos espontâneos ou natimortos, possivelmente três anos após o nascimento de Elizabeth. Ana deveria ter ficado desesperada para produzir um herdeiro, e o rei Henrique já tivera a idéia de se desfazer de uma mulher que não pode produzir um, e como Catarina tinha morrido, não havia mais problemas sobre um novo casamento. Após o aborto de um feto de quatro meses que parecia ser um menino, o casamento real fracassou. Ana tinha inimigos na corte do rei, e ele estava começando a mostrar interesse em Jane Seymour, que iria ser sua amante e, eventualmente, sua esposa. Ana só foi decapitada quando Elizabeth tinha cerca de 3 anos.

Do que Ana foi culpada?
Ana foi acusada de incesto no filme.
Além de ser acusada de incesto com seu irmão, Ana foi acusada de adultério com vários outros homens, e de alta traição, por conspirar com um de seus amantes para matar o rei. Para uma mulher inteligente o suficiente para derrubar uma rainha coroada, isso parece improvável. Ana certamente estava empenhada em dar um herdeiro ao rei, e deve ter estado intensamente ciente do seu futuro e bem-estar se fosse bem sucedida.
As acusação de incesto com seu irmão Jorge são meramente absurdas e não tinham nenhuma evidência, logo era algo inventado para dar ao rei uma desculpa para se livrar dela. Da mesma forma, não parece ter havido nenhuma evidência real de adultério, e a maioria dos historiadores concorda que as acusações de traição eram fabricadas como uma desculpa, uma vez que adultério não era um crime capital.
Alguns acreditam que a queda de Ana foi devida ao julgamento falso projetado por Cromwell ou por Henrique. O que quase nenhum historiador acredita é que Ana era realmente culpada de cometer qualquer um dos seus supostos crimes, e de ter tido um julgamento justo.

O Duque de Norfolk deu a sentença à Ana?
O filme mostra o seu tio pronunciar a setença contra Ana.
O Duque de Norfolk é, provavelmente, a figura mais historicamente correta em todo o filme. Sim, o tio de Ana, Jorge e Maria, Duque de Norfolk, pronunciou a setença do tribunal contra eles e selou sua sentença de morte. Jorge e os outros quatro homens acusados de adultério com Ana foram decapitados, e foi concedido a Ana uma execução privada.
Após a morte da sucessora de Ana, Jane Seymour, Norfolk aproveitou uma de suas sobrinhas adolescentes, Catarina Howard, com o rei, agora com 48 anos. Ela tornou-se amante dele e mais tarde sua quarta esposa.

Maria interviu em nome dos seus irmãos?
O filme mostra Maria falando com o rei e visitando Ana.
Maria não visitou nenhum de seus irmãos na prisão. Não há evidências de que ela escreveu a eles ou teve algum tipo de comunicação, e certamente ela não se aproximou de Henrique em nome de Ana. Quando Maria casou-se pela segunda vez, o marido não foi aprovado pela família e, quando Henrique estava fazendo favores para os familiares de Ana, Maria foi atrás dele buscando aprovação para o marido através de pessoas com alto status na corte. Como Henrique deu a custódia de seu filho à Ana quando seu primeiro marido morreu, há muitas provas de que Maria não tinha absolutamente nenhuma influência sobre o rei. Na verdade, quem visitou Ana na prisão foi sua filha, Catherine Carey. Pelo menos essa parte foi corretamente retratada no livro de Philippa Gregory.

Maria teve a custódia de Elizabeth I?
No final do filme, Ana pede à Maria que cuide de Elizabeth, e vemos Maria pegando o bebê das mãos de outra mulher e saindo do palácio. Isso é definitivamente mentira, uma vez que, se Henrique não quis que Maria ficasse com seu próprio filho, ela com certeza não ficaria com Elizabeth, pois mesmo ela tendo sida uma menina indesejada, ela ainda era princesa e futura rainha. Até os quatro anos, Elizabeth ficou sobre os cuidados de Lady Bryan, que já havia cuidado da princesa Maria, filha de Catarina de Aragão e Henrique. Após os quatro anos, a tutora de Elizabeth foi Catarina Chapernowne, que desenvolveu um relacionamento próximo com Elizabeth e permaneceu como sua confidente e amiga para o resto da vida. Ela tinha sido indicada pela própria Ana Bolena antes de ser executada.

Traduzido e editado da página de Tandemonimom.

Anúncios

20 comentários sobre “O Filme x A História: The Other Boleyn Girl

  1. No início do livro “A Irmã de Ana Bolena”, é Bessie Blount é constantemente citada, não sei porque não o fizeram no filme… E no livro, Ana meio que “rouba” o filho de Maria, diferente do que aconteceu de verdade, visto que Henrique deu a tutela a ela.

  2. Foi o filme q me fez amar a Ana Bolena (por mais q mude e muito a história), então eu gosto dele!

  3. Eu passei a gostar quando assisti pela terceira x… antes com a série The Tudors muito fresquinha na mente é complicado aceitar esse filme, mas depois dá para encarar na boa :)

  4. Sora você é demais! Acho que não tem nada que tenha postado que eu não ache no mínimo magnífico! Obrigada por essa de hoje… é um post muito esclarecedor para as pessoas que esquecem que essa história vai além de um romance da Gregory e de um filme… Não que eu ache o filme ruim, é até muito bom, mas como na maioria das vezes, tem muitas distorções… ainda bem que você existe… Deve ter esclarecido coisas demais pra muita gente e me ajuda cada vez mais a aumentar minha paixão pela história da Ana Bolena. Obrigada Sora, por tudo. =)

    • Poxa, assim você me deixa sem graça. Eu é que tenho que agradecer a vocês, meus queridos leitores, por me deixarem cada vez mais motivada a traduzir artigos.

  5. Esse filme é muito mais ficção que realidade, pois é muito romanceado. O livro do Eric Ives (The life and death of Anne Boleyn), que era historiador inglês, conhecido como especialista na Dinastia Tudor, catedrático e PHD em Londres, esclarece muitas contradições. A série The Tudors é mais fiel, mas depois do livro lido, dá pra constatar pequenas diferenças com a realidade; o livro A irmã de Ana Bolena, da Philippa Gregory, relata outra visão da Maria Bolena, vale a pena ler. É romance, mas é próximo daquilo que os historiadores dizem ter sido real; até pq, a autora fez longa pesquisa histórica para a obra, e o livro é elogiado pela crítica. Nesse livro, entretanto, talvez pq a protagonista seja Maria, apenas não há referências ao tal período lascivo dela na corte francesa; não se sabe se ele foi omitido em razão do livro, ou se nunca existiu. E a figura de Ana é, praticamente cruel e maquiavélica, cega de ambição, havendo intensa inveja e disputa entre as irmãs Bolena. Estou terminando de lê-lo e a leitura é ótima, guarda muita correspondência com a série.

  6. Adorei que você esclareceu a verdadeira história de Ana Bolena, Sora. O livro é totalmente fictício e como conheço tudo sobre a vida de Ana Bolena assim como de sua irmã Maria, fiquei escandalizada com tantas mentiras como as que a autora se valeu para criar um Best seller. Penso que se você tem a intenção de escrever um livro sobre um personagem que existiu não podemos simplesmente criar histórias que não são reais. Em um romance histórico podemos criar um evento, local ou diálogos, mas nunca criar outro personagem sobre o real.

  7. Minha mãe fala pra mim há anos: não sei como você gosta da Ana bolena, ela destruiu a vida da irmã, tadinha. -.-

  8. O pior do filme é mostrar Maria como uma mulher “direita” o que na verdade nao era…fora o casamento de maria antes do tempo, o filho com o rei…acho q na verdade is produtores do filme pensaram “tem que ter a vilã e a boazinha” então mudaram tudo, porque se Maria fosse safada e Ana a má o filme ficaria meio sem lógica e o rei seria a vítima.

  9. Já devo ter falado umas mil vezes mas então vai mais uma pra reforçar: Ao mesmo tempo em que desperdiçaram uma atriz que seria facilmente a melhor Ana Bolena (aparência e atuação) da história, sexualizaram totalmente o Henrique VIII (que só não é pior que o do The Tudors que por toda a série foi um palito) e ainda por cima colocaram muito achismo no filme. Se tivessem feito esse filme com um pouquinho só a mais de cuidado, seria um deleite…

  10. Particularmente, não gosto muito desse filme. Além dos erros históricos que é difícil de engolir (com a influência de Maria Bolena), achei que a Ana que foi retratada era muito maquiavélica do que acredito que tenha sido a verdadeira. É legal o filme apenas se deixarmos toda a parte histórica de lado.

  11. Tanto no filme quanto no livro (principalmente, no livro), mostra uma Ana muitas vezes descontrolada e inconsequente, mas penso que se ela fosse assim não teria chegado onde chegou, mas de qualquer forma, eu amo o livro, o filme e a Natalie Portman como Ana hahahah. Mas eu tenho uma dúvida ainda, no livro consta que Catarina Carey (filha da Maria) ficou com a tia enquanto ela estava na Torre, isso procede?

    • Procede sim ;) Acho que o comportamento de Maria não querendo que sua filha ficasse na Torre foi muito correto também :D

  12. Não tenho muito conhecimento sobre a vida de Ana Bolena, mas pelo que tenho lido através de sites, artigos, filmes e a própria série em si, não sei como tem alguém para ser a favor dela.

    • A questão não é ser contra ou favor dela, e sim entender o que ela (ou qualquer outra das esposas) tiveram que passar ‘antes e depois de’ Henrique.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s