O amor cortês

O amor cortês surgiu no século XI, no oeste da França, nas mãos de Guilherme IX, Duque da Aquitânia, que assina os documentos mais antigos que foram encontrados. Nele foram encontrados os elementos e padrões, bem como o conceito que caracterizou o amor cortês.

Nos poemas, o tom de paixão inicial era altamente erótico, incitada por relações sexuais entre um homem e uma mulher. Com o passar do tempo e do refinamento da técnica, o relacionamento entre eles se transformou entre amor, em um jogo secreto entre uma mulher e um homem que atinge o estado máximo de virtuosismo.

Os poetas e os músicos, marchavam de cidade em cidade cantando as virtudes e infelicidades que causavam o amor impossível, que era de uma mulher casada e um cavaleiro. Assim, os personagens desta relação se repetem em todas as histórias que foram preservadas. É uma cópia das relações de servidão da sociedade, mas entre homens e mulheres: um jovem cavaleiro, solteiro, se apaixona por uma ‘senhora’, casada, e portanto mais velha, que poderia ter o seu mesmo status ou superior.

Ela é sempre descrita como uma mulher bonita e inteligente, capaz de enganar com um simples olhar alguém na frente de você. Ele, um vassalo do seu senhor, que conquista as mulheres por suas qualidades e não pela força. Esse ‘amor’ que ele sente pela senhora nada mais é do que um desejo alimentado pelo desafio sexual de alcançar uma mulher que pertence a outro homem – geralmente o seu superior. Ele é, portanto, um amor infiel, que nunca é sinônimo de casamento.

O culto à cavalaria e o amor francês, que prevaleceu na vida na corte da época, frequentemente sufocada de paixões que poderiam florescer na atmosfera sufocante da corte. As leituras preferidas dos membros da nobreza eram as obras de cavalaria e romance, que se espalharam desde a invenção da impressão.

O próprio Henrique VIII, enquanto ainda era um príncipe renascentista típico, era cometido ocasionalmente com os princípios do código de cavalaria medieval, e esperava que seus cortesões fossem assim. As lendas do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda eram fascinantes, mas até a Reforma ela não seria justificada como uma ascendência imaginária arturiana para justificar a sua definição da Grã-Bretanha como um império. Henrique via a si mesmo como um cavaleiro e isso surtiu um efeito sobre a forma que ele tratava as mulheres.

Desde o século XII,a arte do amor cortês era essencial para a interação social entre homens e mulheres do alto escalão. Era permitido a um cavaleiro da corte cortejar uma senhora que seria superior a ele do ponto de vista social, já que ela seria teoricamente inacessível para se casar. Neste jogo complexo de namoro, a senhora era a amante o caveleiro o servo fiel, mas não havia uma relação física. O cavaleiro tinha o favor da senhora no torneio, fazia vários versos em sua homenagem, dava-lhe presentes com significados simbólicos e tinham conversas completas de insinuações inteligentes.

Os jogos de palavras entre os amantes também eram muito populares na corte dos Tudor, e cada casal adotava símbolos compostas das iniciais. Quando Henrique VIII escrevia cartas de amor para Ana Bolena, muitas vezes juntava as iniciais em um coração.

Mas o que realmente ocorria? Eles consumiam sua relação adúltera? Os poetas e músicos não podiam chegar a esse ponto, mas descreviam momentos que poderiam ter um duplo significado, de modo que não é possível concluir um encontro sexual. Hoje, a teoria que se torna mais forte é aquela que é interpretada como um amor platônico.

E é aí que o amor cortês revela a sua verdadeira natureza: o sonho. O amor cortês dava as mulheres um poder inquestionável, mas o poder permanecia ligado à um campo bem definido: o imaginário do sonho. É sobre esta teoria que reside a idéia da hegemonia das mulheres em relação aos homens, porque ela faz uma pessoa melhor e ajuda a cultivar virtudes como a paciência, autocontrole ou domínio.

É o senso de cortesia e cavalheirismo, de nobreza e lealdade, bem como o serviço contínuo e altruísta, que leva as classes altas a impor um código de conduta que muda as regras do amor, do comportamento e da visão da mulher para a Renascença, porque a coloca em melhores condições e cria uma obrigação de um tratamento semelhante aos poemas.

Bibliografia:
JOSÉ, Caroline Barrio. ‘El amor cortés en el reinado de Enrique VIII‘. Acesso em 10 de outubro de 2011. Acesso em 16 de Abril de 2011.
Amor Cortés‘. Acesso em 16 de Abril de 2011.

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Um comentário sobre “O amor cortês

  1. O amor cortês me parece uma tradução de elegância e refinamento disso que é o tema do amor. Eu me transportando para este tempo e fico imaginando todas as transformações de comportamento que surgiu até nossos dias com relação ao tema do amor, porque falar de amor é tembém falar sobre o que implica a estrutura de comportamento social de cada época.

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