O Massacre de São Bartolomeu

Há 439 anos, ou seja, em 24 de agosto de 1572, cerca de 3000 protestantes franceses (huguenotes) foram massacrados em Paris e provavelmente mais 7000 em províncias. Segundo a história, Catarina de Médici convenceu seu filho, o rei Carlos IX da França a ordenar o assassinato de líderes que se reuniram em Paris para o casamento de seu líder, Henrique Navarra, com Margaret de Valois, irmã do rei. O casamento supostamente deveria acalmar as hostilidades entre protestantes e católicos romanos, além de fortalecer as aspirações de Henrique ao trono.

O casamento ocorreu em 18 de agosto, mas os huguentos ainda estavam na cidade para discutir as queixas sobre o tratado de paz de Saint-Germain, pela qual Catarina de Médici tinha oferecido trégua aos protestantes. Em 22 de Agosto o almirante Gaspard de Coligny, líder huguenote de Paris, foi baleado e gravemente ferido. Não se sabe quem ordenou o atentado contra sua vida, mas há três principais suspeitos: os Guise (líderes do partido católico), o Duque de Alba (regente da Holanda) e Catarina de Médici. Seja qual for a verdade por trás da tentativa, o tiroteio enfureceu os protestantes, que exigiram uma investigação sobre o tiroteio. O rei concordou em fazer, mas em 23 de agosto ele e sua mãe concordaram que os huguenotes eram uma ameaça.

Pouco antes do amanhecer de 24 de agosto de 1572 o almirante Coligny foi morto a facadas por Besme, um dos homens do Duque de Guise, e foi jogado pela janela do seu quarto. Esse asssassinato desencadeou em toda a cidade uma revolta dos parisienses contra os huguenotes, que ao serem mortos tinham seus corpos jogados no rio Sena. A violência em Paris durou três dias, mas a notícia desencadeou mais massacres em Toulouse, Bordeaux, Lyon, Bourges, Rouen, Orléans, Meaux, Angers, La Charité, Saumur, Gaillac e Troyes. Em alguns casos, a revolta só foi parar em meados de outubro.

O número de mortos varia muito. O Duque se Sully, que escapou do massacre em Paris carregando seu livro de Horas debaixo do braço, escreveu que cerca de 70 mil huguenotes foram assassinados, enquanto historiadores modernos estima que o número está em 2 mil. O autor Philip Bento coloca o número de mortos em 2 mil em Paris e 3 mil nas províncias, enquanto alguns historiadors como F. Fernández-Armestro e D. Wilson dizem que o número está em 30 mil. Relatos da quantidade de cadáveres arremessados nos rios afirmam uma visível contaminação, de modo que ninguém comia peixe,pelas condições isalubres do local.

Entre em 1570 e 1573 Sir Francis Walsingham era embaixador inglês na França e Elizabeth I confiou nele para ajudar os huguenotes a negociar com Charles IX em 1570. Walsingham estava em Paris no momento do massacre em São Bartolomeu e sua casa foi utilizada como esconderijo, incluindo Philip Sidney.

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3 comentários sobre “O Massacre de São Bartolomeu

  1. Interessante também, foi o fato de que todas os reinos católicos, a exemplo da Espanha, comemoram o evento. Enquanto que na Inglaterra, Elizabeth e a corte recebeu a notícia dada pelo embaixador francês vestidos de traje preto e com trocas de palavras nada amistosas.

  2. Só tive tempo de ler esse post agora, e que coisa interessante, na aula de Ciência Política que tive hoje o professor falou do massacre de São Bartolomeu! =D Complementando conhecimentos…

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