As damas da corte e seus pomos perfumados

Pomo de perfume de Catarina ParrSe analisarmos a quantidade de perfumes e ervas aromáticas que eram usadas como ‘purificadores de ar’ nos palácios Henrique VIII, concluímos que, em geral, a ausência de higiene pessoal é notável. A existência de abastecimentos de água mostram que as pessoas se lavavam, mas não se sabe quantas vezes ou quanto. Muitas pessoas recomendavam se lavar cuidadosamente, mas tomar banho poderia ser uma coisa complicada.

Não havia desodorantes e apenas as classes altas podiam se dar ao luxo de comprar perfumes, que eram trazidos principalmente da Itália e consistia, principalmente, em pequenas bolas de âmbar e almíscar. Estas bolas de perfumes eram chamadas “pomander”, que vêm do francês pomme d’ambre (maçã ambar, em tradução literal). Eles eram dependurados no pescoço por uma corrente ou ligada na cintura. Ás vezes, elas continham várias repartições, em cada um dos quais era colocado um perfume diferente.

Desde a Idade Média até meados do século XVIII, as damas transportavam os pomos e eram colocados o mais próximo do nariz para proteção contra a infecção em tempos de peste ou simplesmente como um artigo útil para disfarçar os maus odores. Notavelmente, as roupas mais elegantes eram feitas com tecidos que não podiam ser lavados frequentemente. Mas a roupa de baixo era lavada com frequência assim como capuz, lençóis e toalhas.

Os pomos eram fabricados em diversos modelos. Tinham de 1,5 a 2,5 polegadas de diâmetro (1 polegada equivale a 2,54 cm), além de ser ricamente decorados eram geralmente feitas de ouro e prata.

É dito que a rainha Catarina de Aragão tinha um frasco em 1530, com as iniciais “H & K” gravadas. De acordo com um levantamento feito em 1543, a princesa Maria Tudor tinha cinco correntes de ouro com pomos de perfume no pendurados no final. Sua irmã, Elizabeth I, também tinha alguns com cheiro de rosas, damasco, âmbar, e outros aromas.

Exemplo de um pomo do início do século XVI. Dentro dele pode ser visto uma bola de perfume. Exemplo de um pomo da primeira metade do século XVI. É feita de ouro, esmalte e pedras preciosas. Este é um com repartições, que têm dois perfumes diferentes.

Maria I, por Hans Eworth em 1554.No livro de história das Despesas Privadas da princesa Maria, filha de Henrique VIII, é descrito uma fórmula para fazer um pomander. Os ingredientes seriam:
– Storax (uma resina com cheiro de baunilha)
– Calamite (cristais líquidos)
– Labdanum (resina marrom obtida através de um tipo de árvore)
– Resina de Benzoin (resina balsâmica obtida através da casca de várias espécies de árvores do tipo Styrax).

Eles eram moídos até virarem pó. Em seguida, eram dissolvidos em água e chegavam a uma cor rosa após o cozimento. A mistura era então removida do fogo e eram rolados em uma forma semelhante a de uma maçã e polvilhados com uma mistura de canela, lixadeiras doces e cravo. Estes três últimos só eram usados para se obter o aroma de âmbar e almíscar.

Bibliografia:
JOSÉ, Caroline Barrio. ‘Las damas de la corte y sus pomos perfumados‘. Acesso em 10 de outubro de 2011.
Pomander‘. Acesso em 10 de outubro de 2011.

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