The White Queen – 6º Episódio

A coroa está segura, mas não há paz na corte. Elizabeth sofre turbulências emocionais, ao perder as pessoas mais próximas a ela. Margaret Beaufort planeja um casamento político para trazer Henrique de volta para casa do exílio – mas será que ela achou o seu par em Lord Stanley?

O casamento de Anne faz dela um traidor, então ela está sobre os cuidados de George. Seus motivos para mantê-la longe da corte são questionados por Ricardo, que teme pela segurança de Anne.

No episódio passado, Elizabeth assistiu com choque e horror o seu marido, o rei Eduardo IV, juntamente com seus irmãos reais George e Ricardo sufocarem o velho, doente e deposto rei Henrique VI enquanto dormia. Este episódio sequer menciona este hediondo e, talvez sensato, ato.

Foram dois casamentos e três funerais em The White Queen esta semana. É como se alguém negasse o brilho próprio do século 15. Anne, Isabela, suas damas de companhia e a reunião de Lady Margaret no leito de morte de sua mãe era puramente gótico. Porque a série esperou tanto tempo para mostrar a escuridão e a profundidade do período eu não posso dizer, mas certamente estou contente com isso. Também atrasada, mas bem-vindo é o senso de humor na série.

A rainha ainda está cheia de um espírito vingativo pela morte de seu pai e irmão. Apesar da morte do traiçoeiro Warwick, Elizabeth odeia todos até a próxima geração, e anseia por evitar o feliz reencontro entre Anne e Isabel. Certamente, de todas as pessoas, a rainha saberia que Warwick manipulava suas filhas e que elas não tinham absolutamente nenhum poder, nem mesmo sobre os seus casamentos.

Não que Elizabeth esteja encontrando felicidade em seu próprio marido. Primeiro, ela descobre que seu filho recém-nascido deve ser tirado dela quando tiver dois anos para viver no País de Gales. Mas os problemas entre a rainha e o rei são infinitamente pior quando ela o encontra na cama com uma jovem de cabelos brilhantes da corte chamada Jane Shore (Emily Berrington), a mais recente do que descobrimos ser uma longa lista de amantes reais.

Duas filhas estão no leito de morte de sua mãe no episódio – uma amorosa e perturbada, outra ressentida e exultante. Elizabeth disse adeus a sua amada mãe Jacquetta, que gasta seus últimos minutos com uma lista do que a rainha deve fazer. A cena foi comovente.

Anne, agora viúva, está de volta no favor real na Corte e residindo na casa de seu irmão George. Você poderia pensar que é agora que Ricardo estará cortejando a doce Ana, mas ela espera por suas visitas em vão. Apenas seis meses depois Ricardo a encontra em torno dos salões do palácio e promete interceder ao rei em seu nome. Quando ela pergunta ‘Porque você faria isso?’, ele responde de forma significativa: ‘Por que você acha?’

George decide colocar Anne em um convento, mas Ricardo pede para se casar com ela antes. O olhar no seu rosto é, em um primeiro momento, de pura felicidade, até que ocorre a ela (e nós) que, ao casar com ela, ele ganhará metade de enorme riqueza de George. ‘É verdade. Casar com você me tornará um homem rico. Assim como você, casando comigo, será Duquesa Real. Mas eu serei um verdadeiro marido, porque eu te amo’, ele diz simplesmente, convencendo a ela e a nós, os telespectadores.

Sentimos mais simpatias por Margaret Beaufort, que tinha ficado viúva, separada do seu filho, rejeitada por Jasper e, agora, novamente casada. Seu novo marido ficou feliz em cumprir o desejo de Margaret de que o casamento prossiga sem ser consumado e que não vá produzir crianças, ele já tem filhos e parece achar nela o começo de seu anos finais, o que Margaret, hilariamente, acha isso tanto reconfortante quanto ofensivo.. Recente na corte, Margaret e seus santos joelhos curvam-se cortesamente perante sua inimiga e aguarda seu tempo para a sua santa causa.

Tem apenas mais quatorze anos para o fim da série na Batalha de Bosworth, e apenas mais quatro episódios. Vamos torcer para que The White Queen mantenha essa tendência ascendentemente suave em termos de qualidade até lá.

Fontes: BBC, Den of Geek e Heroes and Heartbreakers

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3 comentários sobre “The White Queen – 6º Episódio

  1. Olá!!
    Sou grande admiradora do site e o acompanho a muito tempo… Poderiam me esclarecer uma dúvida por favor? Essas opiniões sobre os episódios da série é a opinião de vocês mesmo ou um apanhado dos sites citados na parte “Fontes”?
    Caso seja a opinião pessoal de vocês mesmo gostaria de saber se por acaso chegaram a ler a série de livro a qual foi baseada essa série de tv?
    Embora não seja uma fã da autora Philippa Gregory e nem do trabalho dela na série dos Tudor(principalmente em como ela retrata Ana Bolena, realmente não gostei do livro que tem ela como foco, foge muito da verdade.) dei uma chance para os livros da série Guerra Das Rosas e me apaixonei por eles, pareceu-me outra autora, uma escrita bem mais envolvente e com fatos que se assemelhavam mais com a verdade(pesquisei bastante a respeito), por isso comecei a assistir a série de Tv, mas devo dizer que sinto que não fizeram jus aos livros, é bem inferior embora ainda assim seja uma boa série… Uma diferença notável é como retratam a parte sobrenatural, no livro isso é bem sutil e nem de longe Elizabeth parece ser uma “bruxa má e vingativa”, nos livros ela é bem mais “humana”, tanto ela quanto sua mãe são personagens e foram mulheres fascinantes que, na minha opinião, não estão sendo bem retratadas na Tv. Outro ponto é que nos livros tanto ela quanto a mãe dão a impressão de serem bem mais bonitas e encantadoras, é um detalhe besta mas acho que quem leu o livro irá notar. Ah, e Magaret, mãe de Henrique Tudor, é retratada nos livros como alguém que passou por muitos sofrimento mas também uma pessoa extremamente fora da realidade, a religiosidade dela chega a ser claramente Fanatismo e essa obsessão dela com sua casa “Lancaster” é pura e simplesmente vaidade, uma busca egoísta dela pelo poder, para que reconheçam que ela é especial e não exclusivamente pelo seu filho… para alguém que se considera santa ela peca bastante rss Ah, sem contar que ela pinta todo mundo como bem entende, condena Elizabeth sem nem ao menos conhece-la .. digamos que Margaret é feita de Inveja, fanatismo, imaturidade e obsessão pelo poder. Para resumir, eles estão fugindo bastante dos livros, que para mim são a obra prima de Philippa Gregory, acho que seria uma série mais bem desenvolvida se tivessem prendido-se mais aos livros :/ é uma pena.. mas não deixa de ser um bom passa tempo.

    • Olá! Essas pequenas análises dos episódios da série é uma mistura da minha opinião misturada com os sites citados. Eu só pude comprar o primeiro livro da série, a Rainha Branca. Na minha opinião, tanto os livros quanto a série são muito inferiores quando se trata em seguir a realidade do que realmente aconteceu na época. Eu também achei que aparência de ambas condiz com o que é descrito no livro, só não acho que a aparência deles esteja seguindo o tempo – do primeiro episódio ao sexto já se passou mais de quinze anos e eles não envelheceram nem um pouco -, mas esse é um erro comum na maioria dos filmes, histórico ou não. Não sei porque todos estão pegando tanto no pé de Margaret.. acho que exageraram demais nesse fanatismo religioso dela, mas essa obsessão em colocar o filho no trono era compartilhado por praticante todas os pais cujos filhos tivessem a mínima chance de ser rei.
      Acho quer seria difícil terem se prendido aos livros, é praticamente impossível achar uma série ou filme que tenha sido muito fiel na adaptação do livro. Mas concordo com você, quando diz que é um ótimo passatempo.

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