The White Queen – 8º Episódio

Depois de anos de paz uma morte prematura mais uma vez coloca Elizabeth em uma luta para o trono. Presa no santuário e ameaçada por aquelas mais próximos a ela, Elizabeth é forçada a fazer uma aliança com Margaret Beaufort. A suspeita e dúvidas envenenam a corte, tornando amigos em inimigos e familiares em assassinos.

Duas décadas no trono transformou o belo Eduardo em um gordo, barbudo e amarelado rei, que não ficaria muito mais neste mundo. Aparentemente, apenas os homens da série envelhecem, enquanto as mulheres são congeladas logo após alcançar os trinta – a Elizabeth de quarenta e seis anos é exatamente igual a do começo da série.

Estamos em 1483 (cerca de uma década após os eventos do último episódio). Eduardo e todos os seus príncipes e princesas já cresceram, assim como o jovem Henrique Tudor, cujo exílio está se aproximando do fim. Para esses novos rostos foram acrescentados Arthur Darvill como o Duque de Buckingham e Shaun Dooley como Robert Brackenbury. Com um elenco renovado e o antigo em seu máximo potencial, é uma pena que The White Queen esteja quase no final; embora ainda temos novamente todos aqueles diálogos explicativos (‘Oh, olhe, ali está a Baronesa de tal, cujo pai apoiou tal Conde que agora está casada com o Baronês Lancaster de tal’).

Rebecca Ferguson, que tem sido constantemente boa na série, nos afeta com uma Elizabeth cheia de dor pela morte de Eduardo. Com a respiração do rei se tornava mais fraca, assim se tornava a segurança da Rainha e seus filhos na Corte. Tão tenso quanto um fio de alta tensão, e tão carregada quanto, a cena de um reio moribundo em uma câmara cheia de facções que disputam a sua posição, as cenas finais de Eduardo foram íntimas, claustrofóbicas e repletas de mal-estar.

Após a morte de Eduardo, Ricardo fez o que qualquer bom Lorde Protetor faria imediatamente – sequestrar seu sobrinho herdeiro e reunir seus aliados. Elizabeth, tornando-se mais vulnerável a cada segundo, voltou para o santuário mais uma vez. Logo começa uma série de eventos, com reuniões secretas com esposas e amantes, fugas à meia-noite, tudo coroado por uma gloriosa campanha de sussurros feita por Margaret Beaufort, que planeja casar seu filho Henrique com a filha de Elizabeth, também chamada Elizabeth.

Ricardo recebe muito veneno em seu ouvido por sua esposa repentinamente estridente, uma Anne fria e claramente descendendo de Warwick. Anne está convencida que Elizabeth vai governar a Inglaterra através do jovem Eduardo, assim como ela fez com o rei falecido (não que tivemos qualquer provas disso) e logo faz com que o marido tome os primeiros passos para deixar o garoto longe das influencias demoníacas de sua mãe – só para, eventualmente, declarar os meninos ilegítimos e tomar o trono para si. Ricardo também teme que o irmão de Elizabeth, Anthony Rivers, possa estar conspirando contra ele e o executa, juntamente com o filho de Elizabeth, Richard Grey. Temendo por seus outros filhos, Elizabeth manda seu segundo príncipe York, Ricardo, para Flanders em segredo, dando a Ricardo um outro menino para ser levado para Torre para fazer companhia para seu filho, Eduardo V.

Tudo foi um prelúdio para Ricardo III e a coroação de Anne, onde a filha de Warwick finalmente cumpre os esquemas de seu pai, tomando o trono. Até aquela cena, The White Queen insistiu em iluminar a vilania do novo casal real durante todo episódio. Cada vez que o casal aparecia era no escuro, prendendo os filhos de Eduardo, executando seu cunhado. Mas agora estão banhados em luz com seus orbes, cetros e roupas de coroação.

Fontes: Seriable, Den of Geek e Heroes and Heartbreakers.

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2 comentários sobre “The White Queen – 8º Episódio

  1. Não consigo encontrar explicações para o fato de que mais de quinhentos anos após a morte de Ricardo III e mais de quatro séculos após a escrita da famosa, difamadora, desvirtuadora e pró-Tudor peça de Shakespeare, o retrato, a imagem, que se faz e se difunde dele continua sendo a mesma dos tempos de Henrique VII e sucessores, uma imagem completamente negativa, a de um vilão sombrio e desleal. Por que essa herança da propaganda Tudor e do sensacionalismo vitoriano continua influente mesmo após o revisionismo e reabilitação de Ricardo que os historiadores fizeram? O último episódio transformou Ricardo numa marionete de sua esposa, Anne Neville, e sua mãe Cecily, num Protetor do Reino hesitante e sem convicção, um líder político sem consciência em meio a uma corte repleta de maquinações, intrigas e contra-intrigas de todo o lado, em um homem manipulável e sem confiança, insistindo na velha vilanização do personagem que Polydore Virgil, Thomas More e especialmente Shakespeare construíram e propagaram sob o patrocínio dos Tudor. É claro que não há consenso sobre Ricardo IIII e suas ações após a morte de Eduardo IV, porém é inegável o fato de que ele se tornou o principal e mais valioso aliado de seu irmão mais velho após a traição de Warwick. Ricardo foi um homem fiel e leal a sua família – a Casa de York – e a seu irmão mais velho, como nobre e político ele era amplamente popular e respeitado no Norte da Inglaterra, onde exerceu o papel de Governador como com sede em York a mando de Eduardo de 1472 até 1483, quando da morte deste, algo que a série, que pula e condensa muitos fatos, não mostrou. O fato de Eduardo o nomear Protetor nos mostra o quanto este confiava nele, pois em todos os anos de reinado de Eduardo, Ricardo foi confiável e leal. Devemos nos perguntar por que a maior parte nobreza inglesa apoiou a ascensão de Ricardo ao trono ao invés de coroar os filhos herdeiros de Eduardo, a resposta está na impopularidade que beirava ao ódio que eles tinham para com a ambiciosa e sedente por poder família da rainha viúva, os Woodville, eles eram mau vistos devido ao poder acumulado e excessivo que ganharam no reinado de Eduardo, por isso a nobreza preferiu apoiar Ricardo, que tomou o trono justamente para evitar que os Woodville conquistassem o poder, controlassem o governo usando Eduardo V como fantoche, com Elizabeth Woodville e seus irmãos sendo os governantes de facto, sendo assim não podemos tachar Ricardo como mau, como vilão, dizer que ele foi desonesto e desleal.

    • Cara, adorei o que você disse! Eu nao conhecia a estória de Richard III até essa série, mas virei fã dele! E sim, é óbvio que Shakeaspeare desmorolizou essa grande figura publica graças ao fato de ser patrocinado pelos Tudors…
      Mas realmente eu me surpreendi com a reviravolta de Anne Neville…e estranhei o fato de Richard se permitir ser manipulado pela mulher e pela minha mãe, tem uma cena que parece óbvio, sem dizer uma palavra, que ele não quer ser Rei, mas também vemos que ele fez tudo para defender o lado da familia dele, era a honra dele! Ainda bem que nao colocaram ele como um corcunda como o Shakeaspeare diz…

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