The White Queen – 9º Episódio

‘O futuro dos Príncipes da Torre está nas mãos de Ricardo: eles são uma ameaça para o seu reinado e também para as esperanças de Margaret para ver seu filho Henrique Tudor no trono. Enquanto Margaret planeja a morte dos meninos, Anne é atormentada pelo medo de que ela inadvertidamente selou o destino dos príncipes. Elizabeth, no santuário, fica horrorizada ao perceber que fez um pacto com seus inimigos e se vira para a feitiçaria para punir os culpados.’

O episódio nove foca em um único enredo – o destino dos Príncipes da Torre – feito em uma visão particularmente satisfatória. Não só é uma história fascinante e muito ficcionada, mas cada um dos principais envolvidos tiveram uma participação no resultados, deixando The White Queen muito coesa. Elizabeth queria os garotos fora da Torre, Ricardo queria eles dentro, enquanto Margaret e Anne, não sem culpa na questão, queriam abatê-los.

Talvez devemos nos lembrar que Lady Margaret Beaufort (Amanda Hale) se casou com Lord Stanley três episódios atrás, e desde então têm sido conveniente para eles colocar um fim no reinado dos York e inaugurar a era dos Lancaster. Ainda exilado na Bretanha, Henrique aguarda as maquinações de sua mãe para zarpar através do Canal e derrotar o exército de Ricardo.

Assim como no livro, a Rainha Elizabeth enviou uma criança diferente para a Torre, e esquema com Lady Margaret para recuperar seu filho Eduardo, e o corajoso rapaz que tomou o lugar do Príncipe Ricardo. Nunca a morte de dos meninos pequenos foram tão intensamente desejadas por tantas pessoas diferentes, uma das quais estão intimamente ligadas com eles e sendo duas mães.

Enquanto isso, Anne tem uma conversa com o carcereiro dos meninos, Sir Robert Brackenbury, sobre se não seria melhor para todos os envolvidos se os jovens príncipes fossem tirados dos jogos. Ela diz que não pode desejar sua morte, mas seus olhos dizem outra coisa. E, em seguida, Sir Robert diz de modo alarmante: ‘Meninos viram homens’.

Mas será que Sir Robert terá a chance de realizar este crime hediondo em nome de sua rainha, enquanto Lady Margaret também está sentindo a pressão para executá-los?

Após uma tentativa mal sucedida de resgatar/matar os príncipes da Torre, Margaret pede orientação a Deus do porque os meninos foram salvos. Misteriosamente, os príncipes desaparecem. Se foi Buckingham ou Sir Robert ou qualquer outra pessoa nós não sabemos. Só sabemos que Ricardo tem que preparar seu exército contra Henrique Tudor, que irá zarpar da França em qualquer dia. Mas, antes, ele espalha os rumores de que os Príncipes da Torre foram assassinados, e por ordens de Ricardo.

Ricardo fica tão horrorizado com a sugestão que mal consegue se conter, e perde o grande momento em que os Príncipes desaparecem para nunca mais serem vistos. Ele mesmo pergunta a Elizabeth se ela não os escondeu em algum lugar. ‘Se você os tem, eu juro por Deus que não vou procurá-los. Apenas me diga que eles estão seguros’.

A Rainha Anne mal consegue manter seu rosto impassível quando Ricardo deixa claro que consideraria este ato completamente desprezível. Ela quase conta o que fez, quando Ricardo diz que Elizabeth havia prometido lançar uma maldição em quem quer que matou seu  (s) filho (s). Essa maldição, por sinal, foi promulgada com a ajuda de sua filha mais velha, a princesa Elizabeth (Freya Mavor) e amaldiçoa o filho primogênito do assassino, e todos os primogênitos de seus descendentes, até que sua família se extingue. Desse modo, Elizabeth e sua filha souberam quem foi que matou Eduardo e Ricardo. Ou seja, qualquer pessoa cujo filho mais velho morra será, no mínimo, suspeito. Isso não me parece muito bem pensado, considerando que a série se passa na Idade Média, com alta mortalidade infantil e cuja expectativa de vida não passava dos 35 anos.

The.White.QueenEnquanto isso, Elizabeth de York estava estranha neste episódio: foi difícil gostar dela e ao mesmo tempo não gostar. Adolescente mal-humorada, caso ela tivesse um quarto no Santuário com certeza ela teria batido a porta com força. Elizabeth e sua mãe trabalham na sua bruxaria do tempo para fazer chover tão forte que o exército de Buckingham não possa receber ajuda de Henrique Tudor, acabando com ele sendo capturado e morto, frustrando os planos de Margaret. Lord Stanley, bom manipulador que é, declarou Margaret traidora (de novo) e ela é colocada sob seus cuidados em prisão domiciliar, com todas as terras e fortunas confiscadas.

O projeto de Philippa Gregory era a de contar a história sobre o ponto de vista de mulheres cuja vida política e emocional foram enterrados debaixo de muitos retratos oficiais e problemas. Levou nove horas esburacadas e muitas vezes decepcionante, mas The White Queen finalmente chegou em seu ápice. Antes tarde do que nunca.

Fontes: BBC, Heroes and Heartbreakers e Den of Geek.

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