The White Queen – Episódio 10 [Final da Temporada]

‘O compromisso da Princesa Elizabeth com Henrique Tudor divide a lealdade da Corte. Ricardo sabe que não pode mais evitar a batalha que irá decidir seu destino como rei. Margaret não sabe qual partido seu marido irá tomar, e teme por seu filho. Como a batalha pela coroa se aproxima, Elizabeth continua a planejar para colocar sua filha no trono, independente de quem seja o vencedor.’

A boa rainha Elizabeth volta para sua amada mansão Rivers, onde tudo começou. Para nós, foram apenas dez semanas desde que ela conversou com o rei na beira de estrada, mas para ela foram vinte anos, dez filhos, cinco rebeliões e um monte de parentes mortos desde a última vez que Rivers foi a sua casa. Ferguson nos dá uma Elizabeth sorrindo e em paz, longe do tumulto político e muito feliz de estar vivendo confortavelmente com o resto de seus filhos.

Todos nós sabemos como a série acabaria, os livros de história estão aí para nos lembrar. A batalha final aconteceu nos últimos sete minutos do episódio, preparando os espectadores para o que estava por vir. Uma decisão muito boa, pois deu espaço para mais histórias.

A Princesa Elizabeth (Freya Mavor) e Cecília (Elinor Crawley) não são permitidas tais luxos, mas são convocadas para a Corte para servir a muito descontente rainha Anne (Faye Marsay), que se tornou uma velha megera, que odeia Elizabeth ardentemente. Ela odeia ainda mais o fato de que seu outrora amoroso marido Ricardo (Aneurin Barnard) é visto dando todos os tipos de olhares inadequados para o espanto de seus cortesãos, esnobando Anne. Tudo isso nos leva a fofoca de que ele pretende ‘pôr de lado’ sua esposa estéril – eles só tem um filho, que morre logo no começo do episódio.

A história do caso de amor entre tio e sobrinha estava muito desconfortável de assistir, mas foi concebido para tal. De acordo com Ricardo, tudo era uma estratégia para deixar Henrique Tudor (Michael Marcus) parecendo um idiota por estar cortejando sua noiva. Mas Elizabeth realmente ser apaixonou por seu tio e estava preparada para se casar com ele.

É possível ver uma mudança real no personagem de Ricardo, interpretado excepcionalmente bem por Aneurin Barnard, com um flash de insanidade e raiva atravessando seu rosto quando expulsou Elizabeth da Corte após a morte de Anne. Escândalos explodiam na corte, devido aos rumores de que o rei tinha envenenado sua esposa para se casar com sua sobrinha. Anne permaneceu fiel a si mesma até seus últimos momentos, sendo assombrada por pesadelos dos príncipes da torre e morrendo de uma doença dos pulmões.

Na casa de Lord Stanley (Rupert Graves), Margaret Beaufort (Amanda Hale) espera seu filho invadir a Inglaterra, enquanto seu marido espera até o último momento para tomar um partido. As brincadeiras entre os dois personagens foram tão agradáveis como sempre, Stanley sempre provocando sua esposa.

Margaret está rancorosa pelo fato da Princesa Elizabeth estar fazendo corte a seu próprio tio. Mostrando cada centímetro da mentalidade das mulheres Rivers, Elizabeth diz a Margaret que independente do que acontecer, ela será a rainha.

A infame Batalha de Bosworth é cuidadosamente feita. Traição tem sido um dos pilares de The White Queen, e é exatamente assim que a história termina – com Stanley traindo o rei. Ricardo perde seu cavalo e seus inimigos avançam. Mortos e despojados no campo de batalha, o olhar vazio de Ricardo III provoca arrepios que você não irá esquecer tão cedo. E assim, o rei está morto. Stanley pega a coroa e a traz para Henrique VII.

De acordo com The New York Times, The White Queen ganha um ‘não’ em todas as subcategorias: seus personagens não são tão interessantes, a história não é bem reproduzida, o diálogo não é tão acentuado, o seu sexo não é tão aventureiro, seus atores são, com poucas exceções, constrangedores’. Los Angeles Times também criticou os personagens: ‘a intricada política é condensada em personalidades de papel, e os personagens são rapidamente classificados como bons ou maus’.

De acordo com The Washington Post, o segredo para assistir The White Queen é ‘não pensar demais. É tentador vasculhar por imprecisões históricas’, mas ao invés disso, ‘deleite-se com os lindos trajes, o impressionante cenário e a história épica de uma família feudal tão complicada que faz a sua própria parecer alegremente normal em comparação’.

The White Queen teve um início lento, mas quando achou seu ritmo, se torno uma série muito boa. Emocionante, com enormes quantidades de enganos, traições, amores e planos, interpretados brilhantemente por todo elenco. The White Queen nunca foi sobre ser inteiramente historicamente correto, mas tudo sobre personagens femininas fortes – Elizabeth Woodville, Anne Neville e Margaret Beaufort, mostrando o poder das mulheres que mudaram o curso da história.

Fontes: BBC, Heroes and Heartbreakers, Entertainment Outlook, Den of Geek e Hollywood Life.

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Um comentário sobre “The White Queen – Episódio 10 [Final da Temporada]

  1. Yes…eu adorei como Richard muda totalmente a maneira de ser ao ver que Anne morreu…e no velório a sobrinha ainda tenta conquistar ele…aquele “GO!” foi bem feito!
    Eu fiquei tão triste pelo fim do casal Anne & Richard! ='(

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