Pintura revela a devoção que Walter Raleigh tinha para com Elizabeth I

Conservadores descobriram um pequeno mar pintado em um retrato do século 16 do aventureiro Sir Walter Raleigh, que acreditam que revela a profundida de sua devoção à rainha Elizabeth I.

Debaixo de séculos de pintura uma equipe da National Portrait Gallery descobriu um pequenos mar azul no canto superior esquerdo de uma pintura de 1588, por um artista desconhecido inglês, do cortesão de Elizabeth, Raleigh.

O mar pode ser visto logo abaixo de uma lua crescente, possivelmente indicando a posição de Ralegh a ser contratado pela rainha, da mesma forma que a lua controla as marés. Elizabeth foi muitas vezes comparada à deusa da lua Cynthia, e especialistas dizem que o mar recém-encontrada deve referir-se a si mesmo como explorador, usando seu sobrenome (Walter) com um trocadilho com água (‘water’).

Amplamente entendido como uma declaração visual da devoção de Ralegh à rainha, na pintura ele usa preto e branco, coberto de pérolas, que foram associadas com Elizabeth como símbolos de virgindade.

As cartas de Ralegh para Elizabeth também incluíam referências codificadas para a lua e água. A descoberta do mar escondido sugere que a correspondência, uma vez escrita quando ele estava preso por causa de seu casamento secreto com Elizabeth Throckmorton, uma das damas de companhia de Elizabeth, de fato correspondem com a data da pintura.

O retrato é uma das poucas pinturas contemporâneas de Raleighem seu auge. Foi pintada em 1588, o ano do ataque da Armada Espanhola, quando a reputação e influência de Raleigh dispararam. No ano anterior, ele havia se envolvido no levantamento de defesas costeiras da Inglaterra, e foi nomeado para suceder Christopher Hatton como Capitão da Guarda.

A descoberta do mar escondido na pintura foi feita durante os preparativos para a próxima exibição da National Portrait Gallery, ‘Elizabeth I e seu povo‘. A curadora Dr. Tarnya Cooper disse:

‘Nós sabemos que foi o patrono e não o pintor que teria ajudado a elaborar o conteúdo da composição do retrato neste momento. Portanto, esta descoberta fornece emocionantes novas evidências sobre a criatividade de Ralegh. Isso mostra como o retrato, como a poesia, foi usada como uma ferramente para apresentar mensagens pessoais de devoção à rainha’.

Raleigh e sua esposa foram liberados da prisão, mas nunca recuperaram seu prestígio. A sorte de Raleigh acabaria em 1618, quando foi executado sobre uma sentença passada 15 anos antes sobre conspirar contra o rei James I – seu verdadeiro crime fora, na verdade, o fracasso de sua última expedição, que não retornou com as terras e o ouro prometido.

Andrew Hadfield, da Universidade de Sussex, disse: ‘Esta descoberta fascinante sugere que Raleigh pode ter considerado a sua posição na corte como perigosa e instável, bem antes de seu casamento secreto’.

Fonte: History Extra

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Um comentário sobre “Pintura revela a devoção que Walter Raleigh tinha para com Elizabeth I

  1. Raleigh era bastante criativo e parece que realmente gostava de Elizabeth, como uma soberana inalcançável, ou algo assim, basicamente platônico e forte. Mas ainda acho que Elizabeth só combinava perfeitamente com Dudley.

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