Com um orçamento de 21 milhões, Wolf Hall pode ser o melhor drama de época jamais feito

Wolf Hall (2)Com um elenco brilhante e uma atenção aos detalhes de cair o queixo, Wolf Hall – a adaptaçãos dos livros de Hilary Mantell – é um dos eventos televisivos do ano que não podem ser perdido. Obviamente, Henrique VIII não é nenhum estranho nas telas. O monarca mais notório da história britânica é também uma estrela de TV: a história de seus seis casamentos e como ele se esforçou para ter um herdeiro homem tem dominado o público há anos.

Mas Wolf Hall, uma série deslumbrante que revela as batalhas políticas ferozes que estão no centro da corte de Henrique, pode ser a melhor adaptação. Os planos para Ana Bolena ser rainha, o rei desmontando os mosteiros e os inimigos da Inglaterra, esperando destruir a nação.

Para contar essa história em escala épica era necessário um elenco estelar… e Wolf Hall tem, com Damian Lewis como o rei. Henrique só aparece nos últimos cinco minutos do primeiro episódio, o que salienta que essa é realmente a história de Cromwell. Mas quando or ei fala, os telespectadores percebem rapidamente que ele é um tirano megalomaníaco. Esta não é a caricatura gorda de outras produções, mas um rei convincente: que acredita que seu Deus lhe deu o poder absoluto.  Quando ele fala, ele se inclina para as pessoas e rosna baixinho… como um lobo.

Mark Rylance, considerado por muitos como o maior ator de teatro de sua geração, interpreta Thomas Cromwell. Um homem de humor desafiador e que detesta entrevistas, Rylance alegou que só aceitou o papel porque sua esposa gostava dos livros. E para se preparar para o papel, ele assistiu o filme “Carry on Henry”, o único filme de humor sobre os Tudor, tomando notas sobre como Kenneth Williams interpretou Cromwell. Cinco minutos na tela é o suficiente para nos convencer de que ele é uma ótima escolha. Seu rosto transmite seus pensamentos tão claramente como se ele estivesse falando em voz alta. Cromwell é um homem de família, e essa visão humanizada nos permite simpatizar e vê-lo como o verdadeiro herói da história. Sem esta qualidade, ele seria simplesmente eficiente e cruel.

Wolf Hall (3)Claire Foy parece estranhamente com os retratos de Ana Bolena. Ela a interpreta como uma mulher confiante e inteligente, que acredita que é igual a qualquer homem, mesmo o rei. Seus encontros com Cromwell são fascinantes – desconfiam e detestam um ao outro, mas reconhecem que devem ser aliados se quiserem sobreviver à ira de Henrique.

Grande amigo do rei, Thomas More é advogado e filósofo, que se opõe ao divórcio do rei com Catarina de Aragão. Aqui, ele é interpretado por Anton Lesser .Vemos um homem falho, egoísta e teimoso, que não pode ver que o pragmatismo de Cromwell é a forma mais segura de controlar o rei. Em 1886 ele foi proclamado santo.

Joanna Whalley é Catarina de Aragão, uma mulher piedosa, cujo coração é despedaçado pela determinação de seu marido em rejeitá-la. Jessica Raine é Jane Rochford, cunhada de Ana Bolena, que tem ódio de seu marido abusivo e um amargo ressentimento para com a nova rainha.

Jonathan Pryce, parecendo mais velho que seus 67 anos, interpreta Thomas Wolsey. Sua sagacidade e carisma fazem dele o personagem mais simpático de todos – embora ele talvez saiba que até o momento em que a série começa, sua luta já esta perdida.

Mark Gatiss dá uma excelente atuação como Stephen Gardiner, aliado de Wolsey, que abandona o barco quando vê que o vento político mudou. Ele é o único homem que Cromewll nunca poderá perdoar.

Outros do elenco incluem Bernard Hill como o detestável Duque de Norfolk, Charity Wakefield como a irmã atrevida de Ana Bolena, Maria; Max Fowler como o arrogante músico Mark Smeaton e Christopher Fairbank como o pai brutal de Cromwell, Walter.

Wolf Hall (4)Rumores contam que a produção de Wolf Hall custou 7 milhões de euros, em torno de 21 milhões de reais, e mais de 100 personagens, pretendendo ser a representação mais historicamente precisa da Era Tudor já feita. Os Tudor frequentemente são interpretados rapidamente, com seus personagens sendo confeccionados, descartados, fundidos ou distorcidos para caber na narrativa. Os expectadores querem um relato verdadeiro, e não sexualizado ou emburrecido. E Mantel está determinada em produzí-lo: “Assim que você decide que algo é muito complicado para a televisão, ou que a história é muito inconveniente e que podemos simplesmente arrumá-la um pouco, então você cai em uma cascata de erros”.

Wolf Hall é um deleite visual. É uma recriação absolutamente convincente da época, filmado em alguns pontos mais magníficos da arquitetura inglesa. Trajes pesados, sem uma única costura feita por máquina, e muito menos zíperes ou velcro, foram utilizados para facilitar a produção. Os atores passaram horas ensaiando a etiqueta certa – muitas produções Tudor se atrapalham com os diferentes floreios que mostravam a boa etiqueta da corte de Henrique VIII com as usadas na corte de Elizabeth. Tais sutilezas podem parecer irrelevantes agora, mas com certeza seriam vistas terrivelmente no século XVI.

Foi feita uma intensa discussão dedicada à questão se Sir Thomas More usaria uma colher. Elas eram, afinal, um item de luxo no século XVI, e um homem abnegado e austero poderia preverir beber sua sopa direto da tigela. “Ana Bolena usa colheres suntosas”, disse o diretor Peter Ksominsky. “Por isso ,tivemos que decidir se Thomas more utilizaria uma colher cara”. No final, ele vai usar uma faca e os dedos.

Wolf Hall (1)Mas será que vai ser tão bom assim mesmo? Você nunca viu uma história retratada de forma tão esplendida e realista, com um elenco que faz seus personagens voltarem à vida – então existe uma promessa que sim, vai ser tão bom quanto parece. Alguns telespectadores podem se queixar que é muito escuro – um problema agravado pelos televisores moderos. Isso porque o diretor ainda utilizou a mais recente tecnologia para filmar à luz de velas. Se esse é o preço da autenticidade, vale a pena pagar. E com um elenco maravilhoso, as falas não são truncadas ou murmuradas: é um inglês moderno, nada shakespeariano. Os personagens são tão reais que você vai sentir que os conhece pessoalmente, e as cenas são tão bem criadas que parece que você está olhando para a História através de uma janela.

Fonte: Daily Mail

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