O Destino das Freiras Tudor

Margaret Beaufort rezando, por artista desconhecido em 1558.Aonde que as freiras foram quando Henrique VIII rompeu com Roma e fechou as casas religiosas? O que sabemos sobre esse aspecto da história Tudor é amplamente focado em homens e o que eles fizeram depois que já não podiam ser sacerdotes.

Cerca de 1.800 freiras, 1.600 frades e 5.000 monges foram expulsos de suas ordens religiosas na década de 1530. Comissários de Henrique VIII investigaram os mosteiros acusados de corrupção e violência onde, surpreendentemente, todos foram considerados culpados. Mais de £ 1.000.000 foi transferido para o tesouro real na dissolução. O rei prometeu que essa riqueza seria usada para fundar ou melhorar estabelecimentos de caridade e educação religiosa. Historiadores afirmam agora que não mais de 15% da riqueza adquirida foi utilizada para esses fins.

Certamente, algumas mulheres fugiram para o continente e continuaram suas vidas religiosas. A maioria, no entanto, não tinha nem os meios nem a oportunidade de deixar a Inglaterra. As pensões que lhes foram prometidas pelo governo eram difíceis de obter, porque elas não só tinham que ir até os centros urbanos, mas tinham que achar a pessoa certa e ter os meios para parar os escribas que transfeririam o dinheiro. Sem seus dotes, que se tornaram propriedades dos conventos, ou membros da família para ajudá-las, essas mulheres de família muitas vezes não eram pagas.

Alguns historiadores que estudaram a dissolução notaram algo: em vários casos, freiras tentaram viver juntas em pequenos grupos depois de terem sido forçadas a sair de seus conventos. Elas estavam determinadas a continuar em suas vocações, da maneira que podiam.

‘Aqueles que tiveram parentes procuraram asilo no seio de sua própria família’, escreveu um historiador do século 19. O casamento não era uma opção. Em 1539 o Duque de Norfolk apresentou ao Parlamento o  ‘Ato de Seis Artigos’, que proibia ex-freiras e monges de se casar. O ato,que teve a aprovação do rei, tornou-se lei. O rei não queria as freiras em um convento, e nem queria que elas se casassem com qualquer um.

A pobreza e miséria foi provavelmente o destino de muitas freiras na Inglaterra. A pobreza pode levar, é claro, ao crime, e suas punições. Roubo poderia levar ao enforcamento, até mesmo para as mulheres. E as mulheres acusadas não poderiam contar com o benefícios do clero, que salvou muitos homens Tudor em suas execuções. O Embaixador Eustace Chapuys escreveu a Carlos:

‘É lamentável ver uma legião de monges e monjas, que foram expulsos de seus mosteiros, vagando miseravelmente de cá para lá, em busca de meios de vida, e vários homens honestos já me disseram que com os monges, freiras e pessoas dependentes dos mosteiros suprimidos, havia mais de 20.000 que não sabiam como viver.’

Bibliografia:
KENNEDY, Sarah. ‘Nuns in Tudor England’, 14/06/2013. Acess: 20 jun 2013.
BILYEAU, Nacy. ‘The fate of Tudor Nuns‘, 20/03/2013. Acess: 20 jun 2013.

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