As receitas de fertilidade

Mulher desconhecida grávida, por Marcus Gheeraerts, em 1595Ao longo dos tempos medievais e renascentistas, quando uma rainha era ungida com óleo consagrado, acreditava-se que o óleo garantia a fertilidade. Alguns lotes deveriam ter vindo errado, porque isso nem sempre acontecia. Quando a primeira esposa de Henrique VIII, Catarina de Aragão, não conseguia conceber, ela fez uma peregrinação ao santuário de Our Lady Walsingham. Ela vestiu uma camisa feita de pelos, provavelmente passou por muita coceira e deixou apenas uma filha, a futura rainha da Inglaterra, Maria Tudor.

Catarina de Médici passava por rituais de fertilidade mais desconfortáveis. Ela aplicava cataplasmas de chifres de veado e esterco de vaca, prescritos por seus alquimistas. Quando isso não funcionava, ela tomava elixires de leite de égua, sangue de coelho e urina de ovelha. Ela logicamente não andava em mulas, pois era bem conhecido que o animal causava esterilidade.

Os homens também tinham algumas poções de fertilidade assustadoramente diferentes. Fernando de Aragão, pai de Catarina de Aragão, comia testículos de touro para aumentar sua fertilidade. A julgar pela quantidade de amantes que ele teve, não era tão necessário.

Quando membros da realeza não concebiam, eles também contavam com o velho truque da Renascença – o bebê fantasma. Quando a irmã de Henrique VIII, Maria, se casou com o doente e decrépito Rei da França, Luís XII, havia pouca esperança de um herdeiro. Mas, sem um herdeiro, Maria tinha poucas chances de permanecer na França. Após a morte de Luís, Maria envolvia seu corpo magro em toalhas e encenava um desmaio ocasional. Infelizmente, ninguém comprou o ardil, especialmente a mãe de Francisco I, Luísa de Sabóia, que sabia que seu filho teria uma boa chance de se tornar o próximo rei. Luísa pediu um exame médico completo.

Mulher desconhecida grávida, por George Gower, em 1578.Médicos da época acreditavam que a infertilidade era causado pelo ressecamente vaginal. Era acreditado que a ‘semente’ do homem era apenas sangue destilado e necessitava de um ambiente correto para ser fixada. Uma mulher sem calor suficiente provavelmente tinha um útero ‘escorregadio’, e os médicos aconselhavam comer carnes para se elevar a temperatura. Por outro lado, se você tivesse o útero muito quente, o médico lhe proscreveria cordeiros e legumes, que a tornaria menos quente. Tudo se resumia a uma questão de equilíbrio.

Produzir filhos não era mais difícil no período Tudor do que na Europa ou América de hoje. Talvez uma porcentagem ligeiramente maior de gestações terminaram em abortos no período Tudor em grande parte por causa da nutrição que não era ideal e por causa da assistência médica do período.

No entanto, muitas mulheres, especialmente as aristocráticas, eram conhecidas por terem múltiplas gestações e partos. Considere, por exemplo, Francis Brandon Grey, sobrinha de Henrique VIII, teve cinco filhos em 10 anos. O marido de Francis, Henry Grey, tinha nove irmãos e irmãs. Jane Guildford Dudley, esposa do Duque de Northumberland, teve 12 filhos. Produzir crianças não era o problema. O problema era mantê-los vivos.

Bibliografia:
BECCIA, Carlyn. ‘Secret Fertility Potions of the Royals‘. Acesso em 21 de Janeiro de 2013.
Tudor fertility remedies‘. Acesso em 21 de Janeiro de 2013.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s