Meio-irmão e meia-irmã: a proposta de casamento entre Maria Tudor e Henrique Fitzory

Henry Fitzroy e Mary Tudor

Quando Henrique Fitzroy nasceu, o rei Henrique VIII ficou aliviado. Seu mais novo filho era um bastardo, mas o mais importante é que era um filho homem: até o momento, no ano de 1519, após dez anos de casamento, o rei não tinha nenhum filho com sua esposa, Catarina de Aragão. Todos os filhos tinham nascido mortos ou morreram logo após o nascimento. Apenas uma menina, Maria, que tinha nascido três anos antes, era a prova de que o rei e sua esposa eram férteis.

Mas seis anos depois, em 1525, Henrique VIII já estava com quase 35 anos e sua esposa, de quase 40, já estava na menopausa. Ela não era mais fértil, não poderia mais produzir um herdeiro para o trono. Foi nessa época que surgiu uma idéia na cabeça de Henrique: casar seu filho bastardo, Henrique Fitzroy, com sua filha Maria. Sabemos que, para pensar numa coisa dessas, o rei deveria estar desesperado – e ele realmente estava. Um ano antes, em 1524, ele havia sofrido um acidente quase mortal numa justa – uma lança atravessou seu capacete e por pouco não o cegou – o que provavelmente o fez pensar cada vez mais frequentemente no que aconteceria caso ele morresse sem nenhum herdeiro.

Em outubro de 1528, o Cardeal Campeggio escreveu uma carta para Giovanni Baptista Sanga, um assessor do Papa:

“Eles têm pensado em casar a princesa, por dispensa de Sua Santidade, com o filho natural do rei, se isso puder ser feito. No começo eu pensei que isso significava um meio para estabelecer a sucessão, mas eu não acredito que isso seria suficiente para satisfazer os desejos do rei”.

Infelizmente não fica claro a partir da carta quem era “eles” – se era um grupo específico ou simplesmente “a corte” estava dizendo; ou seja, se era um rumor que estava no ar. É possível que a própria facção católica tivesse sugerido esse casamento: casando Fitzroy com Maria, não haveria mais motivos para anular o casamento de Catarina de Aragão: além da grande possibilidade de netos (ambos eram jovens e saudáveis), a reivindicação ao trono de Fitzroy seria mais forte do que qualquer outra pessoa. Preocupado em evitar que a possível anulação do casamento de Henrique e Catarina de Aragão e a consequente ruptura com a Igreja Católica, o Papa estava disposto a conceder uma dispensa especial para este casamento.

O casamento entre os meio-irmãos nunca aconteceu, nem foi registrado o que Maria ou Fitzroy pensavam sobre isso. Logo, Henrique começou a pensar numa idéia um pouco melhor e menos incestuosa: ele poderia casar-se com uma jovem esposa, uma que certamente lhe daria um filho homem.

Bibliografia:
WEIR, Alison. “The Six Wives of Henry VIII ”. New York: Grove Press, 1991.
Henry Fitzroy’s possible place in the succession. Acesso em 08 de Janeiro de 2015.

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