Os Segredos da Beleza da Renascença

Elizabeth-WoodvilleEm uma das peças mais famosas de Shakespeare, Hamlet repreende Ophelia dizendo: ‘Deus vos deu um rosto, e você faz dele outro‘. Shakespeare estava fazendo uma referência ao uso de cosméticos de Ofélia, e ele não estava sozinho em suas objeções.

Especialmente na Inglaterra, cosméticos eram geralmente vistos como feitiçaria projetada para enganar homens indefesos. Além disso, seu uso não era bem visto pois poderia encobrir cicatrizes e vestígios de doenças.

Elizabeth Tudor voluntariamente usava maquiagem para iluminar a pele e esconder pequenas cicatrizes de catapora. Para este fim, ela usava uma substância especial feita da proteína do ovo, as cascas, alumínio, borato, sementes de papoula. Esta loção era aplicada no máximo três vezes por semana, se não você danificava a pele. Também era usada no pescoço, peito e mãos.

A mulher perfeita do século XVI e XV tinha de ser essencialmente loira e pálida, com olhos azuis e uma silhueta cheia. A pele pálida mostrava que você era rica e não precisava trabalhar no sol para garantir seu sustento.

Infelizmente, para alcançar a beleza, as mulheres tinham que absorver mais ingredientes tóxicos que ratos de laboratório hoje em dia. Muitas mulheres branqueavam seus rostos usando ovos crus misturados com vinagre e chumbo. O chumbo é altamente venenoso e eventualmente faz com que sua pele fique grisalha e enrugada. Tinturas de cabelo incluíam substâncias perigosas como ácido sulfúrico, mas felizmente muitas mulheres usavam perucas.

Maria, Rainha da EscociaAlgumas mulheres até colocavam sanguessugas em seus ouvidos, pois estas drenavam o sangue de sua cabeça, dando-lhe um rosto mais pálido.

Uma testa grande era símbolo de beleza e é por isso que o cabelo normalmente era penteado para cima. Algumas iam longe o suficiente para tirar toda a sobrancelha, para dar a impressão de testa mais longa.

Havia muitas receitas para branquear os dentes. Uma receita era a de misturar pedra-pomes, tijolos e carvões para depois esfregá-los vigorosamente nos dentes. Ossos esmagados também eram usados.

Nós pensamos em Nostradamus como o homem que previu o fim do mundo, mas ele também escreveu um livro sobre os segredos da beleza. Sua fórmula para clarear os dentes era: três dracmas de cristal, pedra, mármore branco, vidro, sal de rocha calcinada, dois dracmas e meio de lula, dois dracmas de pedras do leito de algum rio, um pedaço de âmbar e 22 grãos de almíscar, e moê-los completamente. Esfregue o pó resultante suavemente com um pouco de mel.

A mulher perfeita do século XVI e XV tinha de ser essencialmente loira e pálida, com olhos azuis e uma silhueta cheia.  A cor mais desejável de cabelo era loiro, e mulheres que tinham o cabelo escuro usavam uma loção para clarear os cabelos, feita com açafrão, cominho, erva de pomba e querosene.

Mesmo as loiras perfeitas sofriam. Para obter cachos dourados, era aplicado uma mistura de açafrão, suco de limão e ruibarbo. Em seguida, era necessário sentar-se ao sol durante toda a tarde com um chapéu chamada Solana.

Se você tivesse o cabelo preto e quisesse se livrar dos fios cinzas, uma receita de 1584 era a solução perfeita, embora ela mudasse não só os seus fios, como também o seu DNA: ‘Tome quatro ou cinco colheres de cal em pó, dois denários de óxido de chumbo com ouro e duas de prata, e tritute tudo com água comum. Fervá-o enquanto você cozinha um denário de repolho, tire-o do fogo e deixe-o mornar. Em seguida, lave o cabelo com ele. Depois de uma hora, lave o cabelo com água limpa, morna e sem sabão, e em seguida lave seu cabelo com o seu sabão de costume. Faça isso toda semana.

Maria Rainha da Escócia preferia um método menos perigosa e mais caro para se sentir jovem: ela se banhava em vinho.

Bibliografia:
BECCIA, Carlyn. ‘Renaissance Beauty Secrets’. Acesso em 22 de Janeiro de 2013.
‘Saved from the sea, the secret Tudor hoard of the Mary Rose on display for the first time’. Acesso em 22 de Janeiro de 2013.

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6 comentários sobre “Os Segredos da Beleza da Renascença

  1. ” Algumas mulheres até colocavam sanguessugas em seus ouvidos, pois estas drenavam o sangue de sua cabeça, dando-lhe um rosto mais pálido.” … sinistro

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