Alison Weir fala sobre a popularidade moderna de Ana Bolena e seus perigos

Alison Weir, nascida em 1951, é uma escritora britânica que esperava se formar em história, mas abandonou os estudos depois de se desiludir com os métodos de ensino modernos. Teve dificuldades em publicar seus livros que eram considerados muito longos mas agora já está com 18 livros publicados de não-ficção e 7 livros de romance, todos sobre o período Tudor, que ela considera “o período mais dramático de nossa história, com personalidades vivas e fortes… O período Tudor é o primeiro que temos um rico registro visual, com o crescimento de retratos e registros detalhados sobre a vida privada de reis e rainhas. Essa foi uma era que testemunhou o crescimento da diplomacia e propagação da palavra impressa”. Esse vídeo é uma junção de quatro vídeos separados feitos em abril de 2012, onde Weir fala sobre o culto que tem sido desenvolvido sobre Ana e sua visão como uma mulher moderna.
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8 comentários sobre “Alison Weir fala sobre a popularidade moderna de Ana Bolena e seus perigos

  1. Eu acho que colocar em cima da Ana todo o motivo da reforma inglesa não é certo. Ela foi um dos motivos, não a responsável. Na verdade eu creio que ele saiu como bode expiatório, a história dela foi romantizada. “O rei que se apaixonou, rompeu com a Igreja católica e criou uma nova religião”. Acho que tem muito mais a ver com questões econômicas da época do que com os desejos carnais de Henrique (embora esse também tenha sido um motivo menor).

    • Anne realmente nunca foi a causa principal da reforma protestante, é tipo falar que Henrique, rei como era, esperto como era (apesar do temperamento) estivesse cuspindo na cara a religião que o coroou e ele não faria isso apenas pra casar novamente. Ela foi usada como causa pra ele ter uma desculpa, simplesmente, como todas as mulheres da época, Anne foi usada pelo bem de um homem. De um rei. Tanto que morreu um tempo depois porque já não lhe servia.

      • Gente, acho válido lembrar que muitos dos seus contemporâneos a consideram sim, a responsável pela reforma. Reginald Pole, primo do Henrique, filho da Condessa de Salisbury a nomeou como “a causa de todos os seus erros”, referindo-se ao rei, sobre toda reforma inglesa, ainda dizendo que de Ana “vieram todas as perturbações”, envolvendo os anos da década de 1530, desde o rompimento com Roma à nova religião. Ela recebe o peso da Reforma, quando os católicos desejam despejar em sua imagem toda responsabilidade de heresia, contudo, dificilmente poderia ser aceita como uma heroína luterana, não somente por ser uma mulher, mas por ser rainha de um rei como foi Henrique VIII.

        • Eu gostei muito desse vídeo de entrevista dela. Diferente de outros historiadores Tudor como Suzannah Lipscomb e até mesmo Philippa Gregory, quase não existem vídeos de Weir, que é uma das maiores pesquisadoras Tudor da atualidade, infelizmente sem nenhum livro publicado no Brasil ou aaté mesmo em Portugal. Essa análise que ela faz do culto que têm sido feito sobre Ana foi ótimo. Recomendo que assistam o vídeo inteiro.

  2. Sim, eu aprendi isso na escola tb! Que a ana foi desculpinha e que o Henrique queria tirar a igreja catolica do pais e foi tudo planejado. SÓ QUE NAO NE AMOR? macho é tudo escoria.

  3. Nenhuma mulher do século XVI, antes ou até o final do século XVIII, pode ser considerada feminista. No máximo protofeminista! É de um anacronismo absurdo falar qualquer coisa diferente a respeito. Lembrando que a Weir é motivo de deboche entre os historiadores ingleses, devido a sua falta de compromisso com análises de fontes e sua falta de metodologia na hora de escrever ou alegar algo. Repito: Ana não foi feminista, Elizabeth também não. E para ser protofeminista, deve-se ter realizado algo em prol das mulheres, como por exemplo, os tratados a respeito da igualdade dos sexos, escritos por Cristina de Pisano, séculos antes, e que ajudou as pessoas do período, a enxergarem o sexo feminino sob um viés menos aristotélico, de debilidade e inferioridade. Elizabeth promoveu um massacre na Irlanda, que matou milhares de mulheres e crianças, e Ana Bolena, nada fez para a melhoria da situação da mulher na corte; ela apenas realizou um tipo de manutenção do sistema vigente.

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