25 de Julho de 1533: Morria Maria Tudor, a rosa da corte de Henrique VIII

Maria Tudor era a irmã mais nova de Henrique VIII, rei da Inglaterra. Nascida em 1496, Maria foi uma das oito crianças que nasceram de Elizabeth de York e Henrique VIII, sendo uma das três que sobreviveram até a idade adulta. Após seu casamento e viuvez com rei da França, Louis XII, Maria casou-se com Carlos Brandon em segredo na França. Com a ajuda de Thomas Wolsey, o casal negociou um perdão real com a promessa de devolver o dote de Maria e pagar uma multa anual. Brandon e Maria voltaram para a Inglaterra e se casaram novamente em Greenwich. Tendo retornado à Inglaterra, Maria seria conhecida como rainha honorária da França, e não a duquesa de Suffolk.

Após retornar para a Inglaterra, Maria sofreu vários surtos de doenças. Em 1518, Carlos Brandon escreveu a Wolsey para dizer que Maria tinha febre e tremores. Dois anos depois, ele informou novamente a Wolsey que Maria iria a Londres para receber um tratamento, dando a entender que Maria tinha uma dor na lateral do corpo que era recorrente.

Em 25 de Junho de 1533, Maria morreu às oito horas da manhã em sua casa, Westhorpe Hall, em Suffolk. Ela tinha 37 anos. As suspeitas da causa de sua morte são de angina, tuberculose ou câncer.

Como irmã do rei e rainha viúva da França, o funeral de Maria Tudor foi um assunto importante, diferente do funeral de Henrique Fitzroy, filho bastardo do rei, que aconteceria quase um mês depois. No dia 10 de Julho, Henrique VIII ordenou que uma missa de Réquiem fosse realizada para sua irmã na Abadia de Westminster. Uma delegação foi enviada da França e se juntou à delegação inglesa para seu funeral em 20 de julho de 1533.

Para a viagem de Westhorpe até a igreja da Abadia em Bury St Edmund’s, o caixão de Maria foi colocado sobre um carro fúnebre envolto em veludo preto bordado com os brasões de Maria e seu lema “A vontade de Deus é suficiente para mim”. O caixão estava coberto por um manto de pano preto de ouro e em cima estava uma efígie de Maria vestindo vestes de Estado, uma coroa e um cetro de ouro que simbolizava o status de Maria como rainha honorária da França. O carro fúnebre era puxado por seis cavalos usando tecido preto e o caixão estava coberto por um dossel carregado por quatro cavaleiros de Suffolk. Ao redor do caixão, porta-bandeiras carregavam os brasões das famílias Brandon e Tudor.

Na história dos primeiros Tudors, Maria tende a ser ofuscada por seu irmão volátil e pelo drama de seus seis casamentos. No entanto, ela era uma mulher apaixonada, inteligente e carismática, que havia sido uma rainha adolescente da França e que causou considerável controvérsia quando decidiu se casar com o favorito cortesão de seu marido sem pedir permissão real. Duas décadas após a morte de Maria, sua neta Lady Jane Grey tornou-se rainha da Inglaterra, um evento que Maria nunca poderia ter previsto.

À frente da procissão caminhavam cem membros da comunidade carregando tochas e vestidos de luto. Em seguida, membros do clero carregavam a cruz, seguidos pelos seis cavalos puxando o carro funerário. Atrás, vinham os cavaleiros e outros nobres presentes. Por fim, a filha de Maria, Frances, a principal enlutada, e as outras senhoras, incluindo Eleanor, Katherine Willoughby e os amigos e parentes de Mary. Ao longo do caminho, o cortejo fúnebre foi acompanhado por outros membros das paróquias locais.

Às duas horas da tarde, o caixão foi recebido em Bury St Edmunds pelo abade e pelos monges. O caixão foi então colocado diante do altar principal e cercado pelos enlutados em ordem de precedência, e uma missa foi feita. Depois, uma ceia foi realizada para os membros nobres do séquito funeral de Maria.

Oito mulheres, doze homens, trinta yeomen e alguns do clero foram nomeados para vigiar o corpo de Mary durante a noite. No dia seguinte, uma missa de Réquiem foi cantada e as filhas de Maria e sua enteada Katherine Willoughby trouxeram para o altor um pano de ouro. Depois de um discurso fúnebre, o corpo de Maria foi enterrado. Como era costume, nem o irmão de Maria, Henrique VIII, nem o marido dela compareceram ao funeral. Nós não temos nenhum registro dos sentimentos de Suffolk em relação à morte de sua esposa.

O cadáver de Maria ficaria em paz até que a Abadia foi dissolvida e ela foi transferida para a Igreja de Santa Maria. Em 1784, seus restos mortais foram novamente perturbados quando o monumento do altar foi removido, porque obstruía a aproximação da mesa de comunhão. Hoje seu local de descanso é marcado por um recuo no chão na St. Mary’s Church.

Na história dos primeiros Tudors, Maria tende a ser ofuscada por seu irmão volátil e pelo drama de seus seis casamentos. No entanto, ela era uma mulher apaixonada, inteligente e carismática que havia sido uma rainha adolescente na França e que causou considerável controvérsia quando decidiu se casar com o favorito cortesão de seu irmão sem pedir permissão real. Duas décadas após a morte de Maria, sua neta Lady Jane Grey tornou-se rainha da Inglaterra, um evento que Maria nunca poderia ter previsto.

 

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