28 de Novembro de 1489: o nascimento de Margaret Tudor

Margaret Tudor foi a segunda criança de Henrique VII e Elizabeth de York. Arthur Tudor, o primeiro filho do casal, havia nascido em setembro de 1486. Margaret nasceu na Painted Chamber do Palácio de Westminster no dia 28 de novembro de 1489.

No dia seguinte, dia do santo Andrews, a criança foi escoltada com grande esplendor real por Lady Berkeley e os Condes de Arundel e Shrewsbury para Whitehall e, depois, para uma igreja na Abadia de Westminster dedicada a Santa Margaret, santo patrono da Escócia. Lá, o Bispo de Ely fez os ritos do batismo usando uma fonte de prata sagrada emprestada da Catedral de Canterbury.

Apesar de ser uma menina, Margaret era uma mais uma prova da fertilidade de Elizabeth de York, e seu batizado teve todas as pompas: a Igreja estava cheia de tapestarias elaboradas penduradas do teto. A tia mais velha da princesa, Lady Anne de York, levou o robe branco da criança; Lorde Wells, o marido da princesa Cecily de York, carregou as velas. A Condessa de Richmond, Margaret Tudor, deu a princesa seu nome, Margaret. A Duquesa de Norfolk foi feita sua madrinha, e o Arcebispo de Canterbury, Dr. Morton e Chanceler da Inglaterra foram feitos padrinhos.

A princesa Margaret passaria grande parte de sua infância no Palácio de Sheen, próximo do Tâmisa, sendo criada junto com seu irmão mais velho, Arthur, e seu irmão mais novo, Henrique, que nasceria dois anos depois dela, em 1491.

Margaret Tudor, sua avó e madrinha, iria supervisionar a educação de seus netos. A princesa teve tutores nomeados pela Condessa, tais como Thomas Linacre, John Colet e William Crocyn, de forma que ela teve aulas de latim e francês. Assim como qualquer dama, ela aprendeu a tocar instrumentos musicais e a dançar – no casamento de Arthur Tudor com Catarina de Aragão, ela e seu irmão Henrique dançaram de forma energética para o público.

Diversos romances têm mostrado que Henrique Tudor e Margaret não eram próximos: por serem mais novos, é mais provável que Henrique fosse mais próximo de sua irmã mais nova, Maria. De fato, Margaret era muito próxima de Arthur, e ambos tinham uma relação íntima e amorosa. Em 2 de Abril de 1501, a morte dele foi um choque: sendo mais velha, Margaret era a herdeira presumida caso seu irmão Henrique morresse. Dessa forma, o status de Margaret na Dinastia cresceu e Henrique VII, que há muito tempo queria uma aliança entre a Inglaterra e a Escócia, ficou contente que, pelo menos nesse aspecto, a morte de Arthur tornou a aliança mais atratativa para os Lordes da Escócia.

De fato, no ano seguinte, em 10 de Dezembro de 1502, um tratado de casamento foi feito. Em 15 de Janeiro de 1503, Margaret se casaria por procuração com o rei escocês, que na cerimônia foi substituído por Patrick, Conde de Bothwell. Nessa cerimônia, Margaret foi proclamada Rainha da Escócia.

Bibliografia:
MCCABE, Stuart. Queen Margaret Tudor: The Story of a Courageous but Forgotten Monarch. Mereo Books, 2016.

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