A legalidade da sucessão de Jane Grey e Maria I

Maria e Jane

O rei Eduardo VI tinha apenas 9 anos quando subiu ao trono. Por causa de sua idade, ele governava através de um Conselho de Regência. O Conselho foi guiado pela primeira vez por Eduardo Seymour, 1º Duque de Somerset, durante os anos de 1547 e 1549. Depois, John Dudley, 1º Conde de Warcick e Duque de Northumberland guiou de 1551 a 1553.

A morte de Eduardo resultou em uma luta pela coroa. Mas um novo elemento que não tinha sito um problema nas disputas anteriores foi introduzido: a religião. Na tentativa de obter um herdeiro do sexo masculino e um divórcio de Catarina de Aragão, Henrique VIII rompeu com a Igreja Católica Romana e criou a Igreja Protestante da Inglaterra. Esta medida causaria um grande conflito e repercussão até hoje.

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O Batismo do Príncipe Eduardo

Cena do filme "The Private Life of Henry VIII” em 1933.O batismo do príncipe Eduardo teve lugar três dias depois de seu nascimento, em 15 de outubro de 1537, na capela de Hampton Court, em meio a cenas de adequado esplendor. Não houve nenhum batismo de um príncipe da Inglaterra por mais de um quarto de século, e todo o cuidado foi tomado para tornar o evento tão elaborado e impressionante quanto possível. Thomas Howard, Duque de Norfolk, Charles Brandon, Duque de Suffolk e o Arcebispo Cranmer foram os padrinhos, e Maria Tudor seria a madrinha. A Marquesa de Dorset tinha sido nomeada para carregar o príncipe em seu batismo, mas foi obrigada a enviar desculpas por que estava doente. Gertrude Blount, Marquesa de Exeter, foi em seu lugar. Outra irmã do bebê, Lady Elizabeth, chegou em vestes de estado, para carregar o robe do batismo. Esta tarefa se mostrou complicada para a menina de quatro anos, que foi carregada nos braços pelo irmão mais velho da rainha, Eduardo Seymour.

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O Espelho de Nápoles

O Espelho de Nápoles é uma das jóias mais famosas da História, mas ninguém sabe exatamente como ela parecia, ou o que aconteceu com ela. As descrições que temos desta gema são bastante vagos: era um diamante da largura de um dedo inteiro, e tinha uma pérola pendurada do tamanho de um ovo de pombo.

Marie d'Angleterre, reine de FranceA jóia entra no registro histórico como um presente dado por Luís XII a sua noiva, Maria Tudor, irmã de Henrique VIII. O rei depois argumentou que a jóia era um presente pessoal de Luís. Maria não seria Rainha da França por muito tempo. Idoso, Luís morreu poucos meses depois de seu casamento. Maria foi enviada para viver em um convento até que todos estivessem certos de que ela não estava grávida de um herdeiro do rei.

Henrique enviou então seu amigo, Charles Brandon, Duque de Suffolk, para buscar Maria e trazê-la de volta para Inglaterra. Antes que Maria casasse com o rei francês, ela extraiu uma promessa de seu irmão: de que ela teria permissão para escolher seu próximo marido. Henrique concordou, mas nunca teve a intenção de manter a promessa. Na verdade, ele já estava ocupado organizando o próximo casamento de Maria enquanto esperava seu retorno. Maria provavelmente percebeu que ele nunca teve intenção de permitir que ela se casasse com quem quisesse, e o homem que ela queria se casar era Charles Brandon.

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A vida da criança nos tempos Tudor e Elisabetano

Hoje os primeiros anos de uma criança são valorizados como uma época de inocência e importantes experiências formativas. Existe um enorme mercado para roupas, móveis e brinquedos projetados especificamente para os pequenos, e as suas necessidades ditam as rotinas e as escolhas das famílias. Mas esse nem sempre foi o caso: o conceito de infância como um período separado, sentimental e ideal do desenvolvimento é uma invenção relativamente moderna. Embora agora as crianças tenham leis e direitos para protegê-los de trabalho forçado e para promover a sua saúde, segurança e educação, a sobrevivência dos jovens do passado eram menos certa, pois esperava-se que eles se adaptassem e estivessem de acordo com as expectativas dos adultos.

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