Entrevista com Claire Foy e sua interpretação de Ana Bolena em “Wolf Hall”

De Janeiro à Fevereiro de 2015 a atriz Claire Foy interpretou Ana Bolena, a segunda esposa de Henrique VIII, na adaptação dos livros de Hilary Mantel: Wolf Hall e o Livro de Henrique. De acordo com rumores, mais de 7 milhões de euros foram gastos na série de seis episódios, com roupas historicamente corretas feitas sobre medida e costuradas à mão, além de filmagens em quase 15 castelos diferentes. Embora tenha sido criticada em suas primeiras fotos promocionais por ser “muito branca” e ter olhos azuis, sua interpretação cativou muitos fãs da rainha Ana Bolena.

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O quanto você sabia sobre Ana Bolena antes de conseguir o papel?

Eu sabia tanto quanto qualquer pessoa, especialmente uma pessoa que tenha feito o ensino primário na Inglaterra, onde você aprende a rima “divorciada, decapitada, morreu”. Ela sempre foi, obviamente, a mais interessante. Mas nós temos todas essas idéias de como ela era, que ela tinha seis dedos e muitos casos, que ela uma bruxa uma esposa muito terrível. Essa foi a impressão que eu tive aos sete anos de idade. É surpreendente que uma propaganda dure tanto tempo. Continuar lendo

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Sobre a petição para conseguir um perdão oficial para Ana Bolena

Ana Bolena ceraRecentemente, a historiadora Laura Collins criou uma petição online para que o Ministério da Justiça inglesa conceda a Ana Bolena um perdão real para os crimes pelos quais ela foi injustamente acusada. A petição requer que Ana seja enterrada na Abadia de Westminster ao lado de sua filha, Elizabeth, além de um funeral real como ela merecia. Isso se concretizará se 100 mil pessoas assinarem a petição (até o momento, pouco menos de 260 pessoas assinaram). A petição se encerra no dia 30 de Março e vêm causando muitos comentários positivos e negativos (mais negativos).

Aparentemente, a grande maioria das pessoas acreditam que “o caso de Ana Bolena deve ser deixado no passado, pois um perdão real ou funeral pródigo não vão mudar o fato de que ela foi decapitada. Além disso, Ana não é a única pessoa histórica que morreu por crimes que não cometeu, então aonde é que vamos parar? Não é como se ela estivesse enterrada em algum lugar debaixo da árvore: Ana está enterrada na Capela São Pedro ad Vincula, na Torre de Londres“.

Essa petição não é nova. Em 2005, um veterano de guerra de 85 anos chamado George Melville-Jackson queria exatamente a mesma coisa: que Ana fosse perdoada dos crimes de adultério, incesto e traição, das quais ela era “obviamente inocente” e que seu corpo fosse movido da Torre de Londres para a Abadia de Westminster. Ele morreu antes que pudesse ter sua petição aceita pelo Ministro da Justiça, mas sua ação ficou reconhecida entre os fãs de Ana Bolena. No entanto, mesmo que a petição alcance 100 mil assinaturas, é improvável que algo realmente aconteça: para que alguém consiga um perdão póstumo, é necessário ter novas evidências para que o caso seja novamente julgado, e bem sabemos que nenhuma evidência concreta que diga que Ana Bolena era inocente dos crimes pelos quais foi julgada apareceu nos últimos 500 anos.

Fontes: TV Wolf Hall, E Petitions,

Cruz de cristal de Maria Stuart é encontrada depois de cem anos

Croix de la Sainte-Croix du cardinal de LorraineFeita de 13 peças de cristal italiano unidos com prata, esta cruz mede 63 centímetros por 36, e acredita-se ter sido um presente de Maria de Guise ou sua filha Maria Stuart para a Abadia de Saint-Pierre-Les-Dames em Reims. Guise foi enterrada lá, enquanto Maria ficou lá depois da morte de seu primeiro marido, Francisco II. Ela expressou seu desejo de ser enterrada na Abadia, ao lado da sua mãe, mas ao invés disso foi enterrada em Westminster.

Durante a 1ª Guerra Mundial, mais de 3500 peçasforam roubadas da Abadia de Reims, entre pinturas, tapeçarias, bordados e a cruz. A Abadia foi destruída, e seus últimos vestígios foram varridos em 1919. Recentemente, um homem declarado como “anônimo” deu a cruz para a Catedral de Clermont-Ferrand, na França.

Fontes: Medieval Histories e Wikipedia

O Destino das Freiras Tudor

Margaret Beaufort rezando, por artista desconhecido em 1558.Aonde que as freiras foram quando Henrique VIII rompeu com Roma e fechou as casas religiosas? O que sabemos sobre esse aspecto da história Tudor é amplamente focado em homens e o que eles fizeram depois que já não podiam ser sacerdotes.

Cerca de 1.800 freiras, 1.600 frades e 5.000 monges foram expulsos de suas ordens religiosas na década de 1530. Comissários de Henrique VIII investigaram os mosteiros acusados de corrupção e violência onde, surpreendentemente, todos foram considerados culpados. Mais de £ 1.000.000 foi transferido para o tesouro real na dissolução. O rei prometeu que essa riqueza seria usada para fundar ou melhorar estabelecimentos de caridade e educação religiosa. Historiadores afirmam agora que não mais de 15% da riqueza adquirida foi utilizada para esses fins.

Certamente, algumas mulheres fugiram para o continente e continuaram suas vidas religiosas. A maioria, no entanto, não tinha nem os meios nem a oportunidade de deixar a Inglaterra. As pensões que lhes foram prometidas pelo governo eram difíceis de obter, porque elas não só tinham que ir até os centros urbanos, mas tinham que achar a pessoa certa e ter os meios para parar os escribas que transfeririam o dinheiro. Sem seus dotes, que se tornaram propriedades dos conventos, ou membros da família para ajudá-las, essas mulheres de família muitas vezes não eram pagas.

Alguns historiadores que estudaram a dissolução notaram algo: em vários casos, freiras tentaram viver juntas em pequenos grupos depois de terem sido forçadas a sair de seus conventos. Elas estavam determinadas a continuar em suas vocações, da maneira que podiam.

‘Aqueles que tiveram parentes procuraram asilo no seio de sua própria família’, escreveu um historiador do século 19. O casamento não era uma opção. Em 1539 o Duque de Norfolk apresentou ao Parlamento o  ‘Ato de Seis Artigos’, que proibia ex-freiras e monges de se casar. O ato,que teve a aprovação do rei, tornou-se lei. O rei não queria as freiras em um convento, e nem queria que elas se casassem com qualquer um.

A pobreza e miséria foi provavelmente o destino de muitas freiras na Inglaterra. A pobreza pode levar, é claro, ao crime, e suas punições. Roubo poderia levar ao enforcamento, até mesmo para as mulheres. E as mulheres acusadas não poderiam contar com o benefícios do clero, que salvou muitos homens Tudor em suas execuções. O Embaixador Eustace Chapuys escreveu a Carlos:

‘É lamentável ver uma legião de monges e monjas, que foram expulsos de seus mosteiros, vagando miseravelmente de cá para lá, em busca de meios de vida, e vários homens honestos já me disseram que com os monges, freiras e pessoas dependentes dos mosteiros suprimidos, havia mais de 20.000 que não sabiam como viver.’

Bibliografia:
KENNEDY, Sarah. ‘Nuns in Tudor England’, 14/06/2013. Acess: 20 jun 2013.
BILYEAU, Nacy. ‘The fate of Tudor Nuns‘, 20/03/2013. Acess: 20 jun 2013.

Princesa Elizabeth de Wolf Hall foi encontrada no Facebook

abbi (1)Milhares de crianças foram procuradas para interpretar a pequena princesa Elizabeth, em Wolf Hall, mas ninguém da equipe da série conseguiu encontrar uma jovem adequada. Os produtores decidiram então lançar uma campanha de última hora no Facebook para encontrar uma criança de cabelos encaracolados ruivos.

Abi Ward, de três anos, foi recomendada por um amigo que viu a propaganda no Facebook e em poucos dias a criança estava no set ao lado de seu novo pai, Damien Lewis. Inicialmente assustada pela quantidade de atores vestidos com roupas históricas, ela logo se acomodou no papel de princesa real.

“Nós tivemos que enviar algumas fotos, a altura e a idade [de Abi], mas foi principalmente a cor do cabelo, e em seguida eles pediram para nos encontrarmos com eles. Em questões de semanas fomos para Somerset para as filmagens… Damien foi adorável. Ele era muito, muito agradável e amigável… Foi muito surreal vê-la na TV”.

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