Alison Weir lançará novo livro sobre Ana Bolena em 18 de Maio

Alison Weir é uma das mais conhecidas historiadoras do Reino Unido, vendendo mais de 2,7 milhões de livros no mundo todo. Mais conhecida por seus livros Tudor; Weir já publicou 17 livros de não-ficção sobre esse período e 5 romances históricos – nenhum deles foi publicado no Brasil até hoje.

No dia 18 de Maio, a autora estará lançando oficialmente seu mais novo livro sobre Ana Bolena: “Anne Boleyn: A king’s Obsession”. O evento acontecerá Hever Castle, casa de infância de Ana Bolena e os ingressos custam 18 libras, com uma recepção com bebidas, conversa e perguntas e autógrafo do livro. O livro já está disponível para compra em pré-venda por U$18,30 dólares na Amazon.

O livro faz parte da série de romances Six Tudor Queens, sendo o segundo volume. O primeiro, “Katherine of Aragon: The True Queen” foi lançado no dia 31 de Maio do ano passado.

Fonte: Hever Castle

Apagando Ana Bolena da História: Seus documentos e retratos

Pequenos vestígios documentais de Ana Bolena permanecem. Sabemos a maior parte de sua história por meio dos registros de outras pessoas – registros que são muitas vezes extremamente hostis. Foram seus registros destruídos intencionalmente, ou pela mão indiferente do Tempo? Com a destruição desses documentos, muitos rumores começaram a circular sobre ela, dizendo que tinha uma grande verruga em seu pescoço, que tinha seis dedos, entre outros. A falta de detalhes sobre ela e sua vida apenas serviram, no futuro, para que ela chamasse mais atenção pelo seu mistério.

Apenas algumas das cartas de Ana em sua própria caligrafia sobrevivem: uma escrita para seu pai, em 1514, e uma escrita para Wolsey. Temos textos ditados por ela, mas escritos pelos punhos de outros. Ana parece ter sido uma correspondente prolífica, então essa falta de cópias sobreviventes parecem indicar que foram intencionalmente destruídos. Isso não era incomum, e às vezes era feito pela própria pessoa, que não queriam encontrar as letras de um traidor condenado entre seus papéis. Nós também temos uma carta, supostamente encontrada entre os papéis de Cromwell depois de sua execução, o que pode ser uma cópia de uma carta de Ana Bolena na Torre. O historiador John Strype, que teve acesso aos registros que podem ter sido destruídos em um incêndio em 1731, diz que viu uma carta de Ana em que ela irritadamente rejeitava um acordo judicial que dependeria da sua “confissão” e que ela sustentaria sua inocência até a morte.

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Dos boatos à História: O Destino do corpo de Eduardo VI

Em 16 de agosto de 1553, John Burcher, um comerciante de tecidos que vivia em Strasburgh (França) , escreveu a Heinrich Bullinger sobre os recentes acontecimentos na Inglaterra, o que naturalmente incluía a recente morte de Eduard VI, o breve reinado de Jane Grey e o triunfo de Maria I. Burcher escreveu:

“Esse monstro de homem, o Duque de Northumberland, cometeu um crime horrível e portentoso. Um escritor digno de crédito me informou que, o nosso excelente rei foi vergonhosamente morto por veneno. Suas unhas e cabelos caíram antes de sua morte, e ele, bonito como era, perdeu inteiramente toda a sua boa aparência. Os autores do assassinato ficaram envergonhados de permitir que o corpo do falecido rei descansasse em uma cerimônia e ser visto pelo público, como é de costume: por isso, sepultaram-no privadamente em um piquete do lado do palácio e, substituíram o seu corpo pelo um de um jovem não muito diferente do que haviam assassinado, para ser visto por algumas pessoas. Um dos filhos do Duque de Northumberland reconheceu este fato.”

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Jane Grey, a Rainha de Nove Dias

Lady Jane GreyJane nasceu provavelmente em 1536, e talvez tenha sido nomeada em homenagem à terceira esposa de Henrique VIII, Jane Seymour. A mãe de Jane, Frances Brandon, era sobrinha de Henrique VIII. Quatro anos antes, Frances tinha se casado com Henry Grey, Marquês de Dorset, que mais tarde foi feito Duque de Suffolk. Jane era sua filha mais velha, mas seu sexo foi um duro golpe para seus pais ambiciosos, que queriam um herdeiro. No entanto, eles perceberam que ela poderia ser útil para eles, já que o sangue real Tudor corria em suas veias.

Em 1537, Jane Seymour morreu após dar à luz ao filho que Henrique VIII tanto desejava. O novo príncipe foi chamado de Eduardo. Durante alguns anos, os pais de Jane conspiraram para que ela se casasse com ele e, assim, torná-la rainha da Inglaterra no futuro.

Os Dorsets garantiram que Jane fosse bem educada. Assim que ela completou quatro anos, eles nomearam um tutor (John Aylmer) que a faria digna de um rei. Jane era uma criança inteligente, formidavelmente brilhante e capaz.

Ela uma garota pequena, magra e de cabelo vermelho. Simples, mas bonita, embora isso não importasse muito uma vez que ela tinha sangue real. Toda a sua vida, seus pais a viram como um peão a ser movido a sua vontade. Pior ainda, eles maltratavam seu corpo e espírito. Eles batiam nela e a repreendiam pela menor coisa. O único amor que ela recebia vinha de sua ama, Ellen, e de seu tutor, Aylmer.

Frances BrandonOs melhores anos de Jane foram, talvez, aqueles que ela passou na corte sob o cuidado da sexta rainha de Henrique VIII, Catarina Parr. Como John Aylmer, Catarina também era uma protestante convicta, e ambos podem ter ajudado Jane a se converter à nova fé, ao qual ela seria verdadeira a toda vida.

Depois que Henrique VIII morreu em 1547, seu filho, Eduardo VI, então com nove anos, tornou-se rei, e Jane passou a viver no Chelsea Palace com a viúva Catarina Parr. Logo depois, Catarina se casou com o charmoso e astuto Thomas Seymour, irmão da rainha Jane Seymour. Ele se juntou aos pais de Jane na conspiração de casá-la com o rei.

Seymour, entretanto, não tinha nenhum poder real e nenhum meio realista de realizar esse casamento. Na verdade, Eduardo VI queria se casar com Maria, Rainha dos Escoceses, ou uma francesa ‘bem recheada’ com dinheiro. Ele não estava interessado em fazer de Jane sua esposa.

Já que o rei era uma criança, a Inglaterra estava sendo governada pelo protetor Seymour, Duque de Somerset. Somerset descobriu a trama de casamento entre Jane e Eduardo, e ficou furioso com seu irmão. Apesar disso, Jane foi autorizada a permanecer na casa de Parr. Ela deve ter ficado profundamente entristecida quando Catarina morreu no parto em 1548. Com 10 anos, Jane vestiu luto no enterro da rainha no Castelo Sudeley.

Eduardo VIDepois disso, ela teve que voltar para a casa. Seus pais queriam que ela fosse mansa, dócil e pronta para obedecê-los em todas as coisas. Sua miséria ficou clara para o famoso estudioso Roger Ascham, que conversou com Jane em sua casa quando ela tinha 14 anos. Ela disse a ele:

Quando estou com meu pai ou com minha mãe, se eu falar, ficar quieta, sentar, levantar, comer, beber, ficar alegre ou triste, devo fazê-lo tão perfeitamente como Deus fez quando fez o mundo”.

Se ela não fizesse isso, ela levaria uma surra ou pior. “Acho que encontro-me no inferno”, ela concluiu. As únicas vezes que ela esteve feliz, ela revelou, foram as vezes em que ela estava com seu tutor. Mas na época dos Tudor, os pais tinham o direito de ser mais do que rigorosos com seus filhos, e não tendo ninguém para interceder por ela, ela pode ter sido uma problemática adolescente.

Sob Eduardo VI, a Inglaterra virou protestante e não houve convertidos melhores do que a família Grey. Os últimos anos do reinado viram um abismo gigantesco entre o governo de Jane e de Mary Tudor, sobre questões de fé. Maria era uma católica fervorosa, e Jane uma corajosa protestante. Em 1551, Jane visitou Maria em Essex, e em uma capela lá, ela viu uma mulher se curvar diante da hóstia que estava no altar.

‘Por que você fez isso?’, Jane perguntou.

‘Eu me curvo a Ele, que nos fez’, respondeu a senhora.

Maria I‘Como pode Ele que nos fez está lá, sendo que foi o padeiro quem O fez?’, Jane gritou, indignada. Maria ficou chocada quando ouviu isso, no entanto, ainda tentou ser amigável, pensando que Jane ela estava sendo confundida por outros. Ela deu-lhe um rico vestido e algumas jóias. Por serem muito ostensivos, Jane não os usou. Ela preferia usar roupas em preto ou branco.

Até 1553, o jovem rei estava morrendo. Somerset tinha sido executado – vítima de um golpe de estado – e John Dudley, Duque de Northumberland, estava governando a Inglaterra em nome de Eduardo, que junto dele estavam fazendo planos para impedir Maria de suceder ao trono. Eles concordaram que as afirmações sobre Maria e sua meia-irmã deveriam ser preteridas, e que a coroa deveria ser deixada para a prima do rei, lady Jane Grey.

Dudley queria permanecer no poder, e isso só aconteceria se a Inglaterra estivesse sendo governada por um monarca que se curvasse ao seu governo, e Jane era a única membro da Casa Real adequada a esse papel. Mas Jane não provou ser a mansa e dócil menina que Dudley pensou que fosse. Inteligente e sincera, ela não tinha medo de enfrentá-lo.

Guilford DudleyDudley já havia convencido os pais de Jane, agora Duque e Duquesa de Suffolk, a concordar com um casamento entre Jane seu filho, Lord Guildford Dudley. Guildford era alto e de boa aparência, mas também era mimado e rabugento. Jane não queria se casar: ela queria ficar sozinha com seus livros. Ela odiava os Dudleys, e disse a seus pais que não queria ter Guildford como marido, mas depois de ter levado uma surra por sua rebeldia, ela não teve escolha senão aceitá-lo. O casamento foi em frente – e ao contrário dos filmes populares – não foi feliz. Jane era indiferente ao seu marido.

Depois de Eduardo VI morreu em julho de 1553, Jane foi trazida para Syon House, perto de Londres, e lá foi forçada a aceitar a coroa da Inglaterra. Quando ela viu toda a corte esperando por ela, ela começou a tremer de medo. Dudley a levou até o trono e disse a ela, para seu horror, que Eduardo VI havia nomeado-a seu herdeiro. Assim que todos se ajoelharam diante dela, Jane desmaiou. Ninguém foi ajudá-la.

Quando ela recuperou os sentidos, Jane resolveu tomar uma posição. Ela ficou de pé e declarou:

“A coroa não é minha de direito. Agrada-me, mas não é. Maria é a legítima herdeira.”

Dudley, seus pais e Guildford a coagiram a fazer suas vontades, e no final, ela teve que ceder. Mas ela não estava em paz consigo mesma.

Logo depois, segundo o costume, Jane foi levada para a Torre de Londres para aguardar sua coroação. Mas seu reinado foi o mais curto da história inglesa. O país se reuniu em favor de Maria, a rainha de direito. Ninguém queria Jane, o povo da Inglaterra mal sabia quem ela era. Após Maria ter sido aclamada com grande celebração, Dudley foi preso na Torre. Ele logo perderia a cabeça em Tower Hill.

Jane GreyJane foi ao jantar quando Maria foi proclamada. Ela estava ciente de como, tranquilamente, os aliados a haviam abandonado. Então, seu pai lhe disse: “Você não é mais rainha”. Ela respondeu que não estava triste em ouvir isso, e perguntou “Posso ir para casa?” Seu pai não respondeu, mas deixou-a ali na Torre. Em brevem, os guardas viriam transferí-la para à casa do Mestre Partridge, o Carcereiro Cavalheiro. Ela foi alojada com conforto e lhe foi permitido alguns livros. Ela tinha suas refeições com o carcereiro e sua família, sentada à cabeceira da mesa. Não era uma vida ruim, e ela não reclamou.

Jane não queria o trono, mas Maria tinha razão para temer que ela continuaria sendo um foco da parcela protestante. Então, ela manteve Jane na Torre, bem cuidada, mas como uma prisioneira. Ela não queria machucá-la. Não obstante, a Rainha fez com que Jane e Guildford fossem levados à julgamento em Guildhall e condenados à morte, mas foi apenas uma formalidade: eles foram informados de que Maria iria poupá-los do machado. “Acredita-se que Jane não vai morrer”, escreveu um cortesão.

Maria já tinha restaurado a fé católica na Inglaterra. Dentro de alguns meses, ela ressuscitaria as leis de heresia que sancionariam a queima daqueles não aceitavam a fé. Tendo se apaixonado pelo seu retrato, ela estava determinada a se casar com o Príncipe Felipe da Espanha, um católico fervoroso, mas o povo não queria ser governado por um príncipe estrangeiro. No início de 1554, um cavalheiro chamado de Kentish, Sir Thomas Wyatt, fez um grande revolta por causa da proposta do casamento. Maria quase perdeu sua coroa, mas a revolta foi suprimida.

O pai de Jane havia sido um dos líderes rebeldes, e tinha proclamado que sua filha era rainha novamente, um ato de alta traição. Jane não sabia de nada, nem tinha nada a ver com a revolta, mas isso não fez diferença para aqueles que viam sua existência como uma ameaça para a Rainha Maria.

Jane GreyFicou claro que Felipe não viria para a Inglaterra se casar com a rainha se Jane não fosse morta. Efetivamente, a rainha não teve escolha e uma data para a decapitação de Jane foi escolhida. Ao ser informada disso, Jane respondeu: “Estou pronta e feliz para terminar meus dias miseráveis”.

Maria estava profundamente preocupada com o envio dessa jovem prima de 17 anos para a morte. Ela enviou o Abade de Westminster para converter Jane para a fé católica, e foi dito que se ela se convertesse, poderia viver. Mas Jane não negaria seu Deus: “Não é meu desejo prolongar meus dias”, ela disse ao Abade. O homem, comovido, perguntou se ele poderia estar com ela no final. Ela concordou.

Em 11 de fevereiro de 1554, Jane estava pronta para morrer. “A minha alma vai encontrar a misericórdia de Deus”, ela escreveu. De manhã cedo, um grupo de mulheres veio examiná-la para garantir que ela não estava grávida: se ela estivesse, a rainha teria poupado-a, mas ela não estava.

No dia 12 de fevereiro de 1554, ela colocou o mesmo vestido preto que usara em seu julgamento. Guildford pediu para vê-la e se despedir, mas Jane não concordou, ao invés disso ela prometeu que estaria vendo-o morrer. Da janela, ela o viu chorando enquanto caminhava com os guardas para Tower Hill. Não muito tempo depois, ela viu os guardas de volta, carregando a cabeça e o corpo sangrento de seu marido envolto em panos brancos. Ela gritou: “Oh! Que amarga é a morte!”

Jane foi caminhando para o cadafalso, calma e corajosa. Ela falou para a multidão:

” Pessoas boas, eu vim para morrer, pela lei”, ela começou, e depois disse que era culpada por ter tomado o trono, mas disse que ela nunca o quis. Ela terminou dizendo: “Eu morrerei como uma verdadeira mulher cristã”.

Ela pediu para que o Abade se juntasse a ela em suas orações, mas o homem estava muito chocado para responder. Depois de terminarem as orações, ela lhe deu um beijo de despedida. O carrasco tentou ajudá-la a desamarrar o vestido, mas ela não o deixou e o fez ela mesma. Ele se ajoelhou e pediu para que ela o perdoasse pelo o que ele tinha de fazer, e ela o perdoou de bom grado.

A execução de Jane GreyAo se curvar para colocar a cabeça no bloco, Jane não conseguiu encontrá-lo por estar com os olhos vendados. “O que eu devo fazer? Onde ele está?”, ela gritou em pânico. Ninguém se moveu enquanto ela tateava o ar a procura do bloco. Então, alguém veio e colocou suas mãos no bloco. “Senhor, em tuas mãos eu entrego o meu espírito!”, ela chorou. Uma testemunha escreveu que nunca tinha visto tanto sangue, assim que o carrasco levantou sua cabeça decepada e gritou: “Eis aqui a cabeça de um traidor!”

Os restos de Jane foram deixados no cadafalso por algumas horas antes de ser enterrado na Capela Real de São Pedro ad Vincula. Guildford foi executado em praça pública, mas Jane recebeu uma execução privada – por ordem de Maria, como um gesto de respeito à prima – e ambos foram enterrados na Capela Real de São Pedro ad Vincula. No dia 19 de fevereiro o pai de Jane seria executado por traição. A sua mãe se casaria mais uma vez, e viveria para ver Elizabeth I subir ao trono em 1558. Suas duas irmãs viveram uma vida quase igualmente trágica, mas isso é outra história.

Traduzido e editado do artigo ‘LADY JANE GREY: THE NINE-DAYS` QUEEN‘, escrito por Alison Weir.

Ana de Cleves, a “cavala” ?

 Ana de Cleves, artista desconhecido.Ana de Cleves foi escolhida como uma noiva adequada para Henrique VIII porque Thomas Cromwell, ministro-chefe, viu benefício na criação de laços com a família de Cleves. A Inglaterra precisava de um aliado forte, e Ana era relacionada com John Frederick da Saxônia (ele era seu cunhado) e era filha do duque de Cleves.
Embora Ana de Cleves fosse passar a sua história reconhecida como Flanders Mare (cavalo bélgico apreciado em guerras pelo seu tamanho enorme e força bruta, além de terem uma cor tipicamente escura) parece que foi só Henrique VIII que a considerou feia.

Em janeiro de 1539, Henrique VIII enviou Christopher Mont, um membro da família de Thomas Cromwell, como embaixador na Alemanha para discutir um possível casamento entre a princesa Maria e William, irmão de Ana de Cleves. Embora há relatos que ele não esteve realmente lá, é dito que ele reportou que “todo mundo elogiava a beleza da mulher, tando de rosto como de corpo. Um deles disse que ela superou a duquesa de Milão, como sol dourado faz com a lua de prata”.

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Entrevista com Alison Weir

A Natalie, do site On The Tudor Trail, teve a sorte de se correspondercom a historiadora Alison Weir, autora de vários livros sobre a Era Tudor, Ana Bolena e Elizabeth I. Segue abaixo a tradução da entrevista:

"As crianças de Henrique VIII"*

Por que os leitores são insaciáveis quando se trata do período Tudor?
É porque esse é provavelmente o período mais dramático da história Inglesa com personalidades vívidas e fortes. Um rei com seis mulheres, duas das quais foram executadas? Você não poderia fazer isso! O período Tudor é o primeiro do qual temos um registro visual rico, com o crescimento da arte do retrato, e fontes detalhadas sobre a vida dos reis e rainhas. Esta foi uma época em que assistimos a um crescimento na diplomacia e na propagação da palavra impressa. Com os problemas matrimoniais de Henrique VIII na vanguarda dos negócios, o casamento real tornou-se um assunto de interesse legitimamente público, sem muitos detalhes triviais que pudessem escapar.

O que você acha que foi e ainda é a atração de Ana Bolena?
Sua história era muito dramática, e há várias controvérsias sobre o que ela realmente era. Ela pode ser tudo para todas as pessoas: a heroína romântica, reformadora religiosa, vingativa separadora de casamentos, uma trágica adúltera desesperada. Mesmo que ela tenha estado morte durante a maior parte dos últimos cinco século, ela ainda atrai controvérsias.

De todas as rainhas de Henrique VIII, qual é a sua favorita e por quê?
Acho Ana Bolena a mais fascinante, mas a minha favorita é Catarina de Aragão, cuja integridade e firmes princípios morais eu admiro tanto. Dei o nome de Catarina à minha filha por causa dela.

"A dama na Torre"*

Eu li que você pesquisou a vida de todas as rainhas da Inglaterra medieval, o que atraiu você para esse período?
Eu estou interessada na vida das mulheres medievais, principalmente rainhas, porque elas levavam uma vida tão ritualizada e limitada. As histórias das rainhas medievais são obscurecidas por mitos românticos, eu quero ir além disso.

Você prefere escrever livros de não-ficção ou ficção histórica?
Eu me vejo como historiadora, mas eu gosto muito de escrever ficção histórica.

Se você pudesse fazer uma pergunta a qualquer personalidade histórica, quem seria e o que você perguntaria?
Bem, Ana, você fez isto?

* Tradução literal, nenhum dos livros de Alison Weir foram traduzidos para o português.