Controvérsia histórica sobre o poema de Ana Bolena

Neste breve vídeo, o músico Martin Pope parte para uma pesquisa se Ana Bolena realmente escreveu ou não o poema que é atribuído a ela, que acredita-se ter sido escrito nos seus últimos dias na Torre de Londres antes de sua execução em 19 de maio de 1536.

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Últimos dias de Ana Bolena serão dramatizados na Torre de Londres

Assim como aconteceu em outros anos, os últimos dias de Ana Bolena estão sendo dramatixados na Torre de Londres em peças de teatro específicas. A produção foi escrita e dirigida por Michael Fentiman e essa é a primeira peça a ser reproduzida e comissionada pela Historic Royal Palaces para a Torre de Londres.

‘Os últimos Dias de Ana Bolena’ serão encenados por 17 dias até o dia de sua execução. Tudo foi escrito usando documentos da época. Feita ao ar livre, a peça será encenada no lugar onde fica o ‘Palácio Perdido’ Tudor na Torre do dia 6 de Maio até 28 de Agosto, com duas perfomances por dia.

Os membros do elenco são Lawrence Boothman, Kazuma Andrew Costello, Natasha Cowley, Amy Cudden, David Fielder, Oliver Grant, Rhiannon Llewellyn e Benedict Salter.

Algumas fotos dos dias anteriores já foram publicadas no Twitter da Torre:

 

Os apartamentos perdidos de Ana Bolena na Torre de Londres

Um curto vídeo sobre os apartamentos agora perdidos que Ana Bolena ficou antes de sua coroação em 1533 e antes de sua execução em 1536. Os curadores da Torre de Londres contrataram um projetista para terem uma noção em 3D de como realmente era o palácio perdido da Torre de Londres.

 

 

‘Deus salve o rei’: Rodolfo de Monferrato e Henrique VIII

Conhecida no começo como ‘Game of Thrones’ brasileiro, três meses após o início de sua transmissão, iniciada em 9 de Janeiro deste ano, acredito que a novela da Globo, ‘Deus Salve o Rei’, já começou a se estabelecer como uma história ‘própria’, embora com uma trama ‘medieval’ clássica: duas famílias anseiam para tomar o trono, com uma paixão entre uma plebéia e um príncipe como romance principal. Continuar lendo

As Seis Rainhas de Henrique VIII: Ana Bolena (2/6)

Nessa série, Suzannah Lipscomb e Dan Jones disseram que iriam contar a história das seis ‘Rainhas’ de Henrique VIII: não apenas seis ‘Mulheres’, mas Rainhas com ações, pensamentos e vidas próprias. A idéia era contar suas vidas sobre duas perspectivas: Lipscomb contaria a das mulheres, e Dan a de Henrique. Mas devo dizer que ambas falharam miseravelmente.

Como se o primeiro episódio não fosse ruim o suficiente, o segundo episódio da série de Suzannah Lipscomb e Dan Jones parece desafiar os conhecimentos da história: ainda em relação ao julgamento de Blackfriars, que era um processo PAPAL com enviados do VATICANO, Catarina não interrompeu o processo de divórcio ao sair andando (e nem Henrique gritou com ela na frente de todos – ele, assim como ela, deu seu testemunho e versão dos acontecimentos). Sem Catarina, o processo continuou mas teve que ser interrompido porque era verão em Roma, quando todos os julgamentos eram parados. E não, o Papa não era simpático a Catarina: o Papa era forçosamente simpático ao Imperador Carlos V, que o fazia refém. A consumação do casamento não aconteceu porque estavam ‘confiantes’: Francisco I havia reconhecido Ana como Rainha legítima, e essa foi a confirmação que Henrique queria. E que absurdo Ana não saber que as mulheres em sua companhia na Torre não eram espiãs? Mas isso era mais do que óbvio, já que uma era uma senhora que ela não gostava, apesar de ser de sua família, enquanto outra era a própria esposa de Kingston, o comandante da Torre. Também vamos ignorar toda e qualquer referência a personagens importantíssimos desse período, como Maria Tudor, os embaixadores (principalmente Chapuys), a própria Elizabeth, e até mesmo as damas de Ana que também contribuíram para sua queda.