30 de Novembro de 1529: Catarina de Aragão confronta Henrique VIII

No dia 30 de Novembro de 1529, dia de Santo Andrew, Henrique VIII seria censurado por duas grandes mulheres de sua vida: sua esposa, Catarina de Aragão, e Ana Bolena. Catarina estava cheia do péssimo tratamento que estava recebendo de seu marido e o confrontou. Continuar lendo

Quem encomendou o espadachim francês para Ana Bolena?

Existem diversas histórias sobre como Ana Bolena acabou sendo executada por um homem francês. Alguns acreditam que foi ela mesma quem havia pedido um, em um último sinal de orgulho pelo tempo que havia passado na França. Outros acreditam que foi Henrique VIII quem encomendou o executor, em um último ato de misericórdia, sabendo que os carrascos ingleses nem sempre conseguiam matar uma pessoa com um só golpe. Já alguns historiadores acreditam que a morte por um francês foi um ato irônico por parte de Henrique   – a espada era um símbolo de Camelot, de um rei legítimo, e de masculinidade. Continuar lendo

Outubro de 1532: Ana Bolena e Henrique VIII visitam Francisco I

O Encontro retratado na série The Tudors

No dia 11 de Outubro de 1532 Henrique VIII e sua segunda esposa, Ana Bolena, deixaram a Inglaterra para Calais, onde Ana seria tratada pela primeira vez como Rainha e consorte de Henrique. A visita foi tratada como uma versão menor do Campo do Pano de Ouro, ocorrida anos antes em Calais. A idéia do encontro era ter o apoio de Francisco I no reconhecimento de Ana como sua consorte, obtendo assim apoio da França, que ajudaria a neutralizar a hostilidade de Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano e sobrinho de Catarina de Aragão. Continuar lendo

A vida musical das esposas de Henrique VIII: Ana de Cleves

Ana de Cleves,assim como Catarina de Aragão, era uma princesa de uma corte real estrangeira. Muito pouco foi escrito sobre o início da vida e educação de Ana. Como Jane, ela foi criada em uma casa extremamente religiosa que mais tarde influenciou seu caráter e comportamento na corte inglesa. Ela foi criada na corte de Julier-Cleves em Düsseldorf, filha de John III (1490-1539) e Maria (1491-1543), herdeira da área de Juliers. Evidência de suas crenças religiosas pode ser encontrada em seu envolvimento musical com membros da corte, participantes de cerimonias musical e até mesmo como um instrumentista. Continuar lendo

Tapeçaria perdida de Henrique VIII redescoberta na Espanha será exibida pela primeira vez

Uma magnífica tapeçaria encomendada por Henrique VIII foi redescoberta na Espanha, muito depois de ter sido considerada destruída.

Tecida em brilhantes fios de ouro e prata, a tapeçaria adornava as paredes de Hampton Court, a sede do poder do monarca Tudor.

Os principais especialistas em tapeçaria, Simon Franses e Thomas P Campbell, confirmaram que este era um dos bens mais valiosos de Henrique VIII. Henrique VIII era tão apaixonado por tapeçarias que se gabava de ter 2.500 exemplares, mas apenas uma pequena porcentagem deles sobreviveu, e este é um dos maiores.

Era uma demonstração luxuosa de riqueza e uma declaração política, encomendada na época do Ato de Supremacia, retratando em detalhes requintados uma fogueira dirigida por São Paulo com a queima de livros não religiosos.

Com quase 6 metros de largura, fazia parte de um conjunto agora perdido de nove tapeçarias que retratam a vida de São Paulo. Era uma mensagem gritante de um rei que estava afirmando sua autoridade religiosa durante a destrutiva fase da Reforma Inglesa.

As tapeçarias de São Paulo foram listadas como em Hampton Court em sua morte em 1547 e, na década de 1670, Charles II as reutilizou em sua redecoração do Castelo de Windsor, onde foram registradas pela última vez em 1770, antes de aparentemente desaparecerem sem deixar vestígios. Acredita-se que um comerciante espanhol comprou esta tapeçaria na década de 1960, vendendo-a para um colecionador de Barcelona. A peça foi vendida novamente para um comprador não identificado em Madri, que agora enviou a tapeçaria para a Grã-Bretanha para ser limpa e conservada.

A peça será exibida publicamente no mês que vem, como parte de uma exposição de tapeçarias emprestadas de coleções particulares chamada “Henry VIII: the unseen tapestries”, de 1 a 19 de Outubro de 2018 na S. Franses Gallery, em St. James’s em Londres.. Campbell, ex-diretor do Metropolitan Museum of Art e especialista em tapeçaria renascentista, falou de que teve “um sentimento de reverência” quando viu pela primeira vez essa “grande obra de arte”.

Em 2013, o proprietário espanhol suspeitou de uma possível ligação a Hampton Court e tentou em vão obter uma licença de exportação. Franses espera que a Espanha conceda uma licença para que essa obra possa fazer parte de uma coleção pública britânica, e que o Reino Unido possa comprá-la por menos de £5 milhões, que é seu preço de mercado.

Fonte: The Telegraph, DailyMail.

A vida musical das esposas de Henrique VIII: Jane Seymour

De todas as esposas de Henrique, Jane Seymour é a rainha do qual temos menos conhecimento, especialmente em termos de educação e infância. Ela foi uma das dez crianças criadas em uma propriedade rural a sudoeste de Londres, em Wiltshire, chamada Wulfhall – ou Wolfhall. Seu pai, Sir John Seymour, era membro da nobreza inglesa e lutou ao lado de Henrique VIII na Batalha das Esporas. Jane era a filha mais velha de Sir John e Lady Margery Seymour (embora fosse a quarta ou quinta criança que eles tiveram). Sua educação foi talvez supervisionada por Lady Margaret e ela também pode ter sido ensinada pelo capelão de Sir John, como é referido nos livros de contabilidade da Wulfhall House, que teria educado Jane na alfabetização e no conhecimento espiritual. Os Seymours, uma grande família católica, asseguraram que seus filhos fossem criados adequadamente na fé. Sendo educada por um capelão da família Jane teria se familiarizado com os costumes musicais da Igreja Católica, embora ela não tivesse conhecimento do latim. Também é possível que Jane tenha sido ensinada a ler e escrever em um convento local na companhia de outras mulheres de outras famílias nobres. Continuar lendo