Alison Weir lançará novo livro sobre Ana Bolena em 18 de Maio

Alison Weir é uma das mais conhecidas historiadoras do Reino Unido, vendendo mais de 2,7 milhões de livros no mundo todo. Mais conhecida por seus livros Tudor; Weir já publicou 17 livros de não-ficção sobre esse período e 5 romances históricos – nenhum deles foi publicado no Brasil até hoje.

No dia 18 de Maio, a autora estará lançando oficialmente seu mais novo livro sobre Ana Bolena: “Anne Boleyn: A king’s Obsession”. O evento acontecerá Hever Castle, casa de infância de Ana Bolena e os ingressos custam 18 libras, com uma recepção com bebidas, conversa e perguntas e autógrafo do livro. O livro já está disponível para compra em pré-venda por U$18,30 dólares na Amazon.

O livro faz parte da série de romances Six Tudor Queens, sendo o segundo volume. O primeiro, “Katherine of Aragon: The True Queen” foi lançado no dia 31 de Maio do ano passado.

Fonte: Hever Castle

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Homem acredita ter tirado foto do fantasma de Ana Bolena em Hever Castle

fantasmaUm turista que estava visitando a mansão onde Ana Bolena viveu na infância, Hever Castle, tirou uma foto do que ele afirma ser seu fantasma. Liam Archer, fotógrafo amador de 26 anos de idade, ficou chocado quando, depois de tirar uma foto de uma lareira ornamentada em uma sala mal iluminada, viu o que parecia ser uma mão pairando com um dedo longo aparentemente apontando para a chaminé.

Liam, que não acreditava em fantasmas, está agora convencido de que ele capturou em foto o espírito da jovem rainha, que diz-se que assusta o castelo. Ele disse: ‘Na sala de oração havia uma neblina ou uma névoa, mas eu não pensei muito nisso na hora. Eu senti como se uma força desconhecida estivesse me puxando através do castelo. Eu não podia vê-la, mas eu definitivamente podia sentí-la. Eu não sabia o que fazer, porque não acreditava em fantasmas. Foi só três meses depois que eu percebi que tinha tirado essa foto. Eu acredito que há algo historicamente importante dentro da lareira que ela quer que seje recuperado’.

Fonte: Mirror

 

Quem roubou as cartas que Henrique VIII escreveu para Ana Bolena?

Em 1529, as autoridades inglesas pararam o Cardeal Campeggio em Dover em seu caminho saindo da Inglaterra. Embora ele se recusasse a ter suas malas revistadas, as fechaduras foram quebradas. Infelizmente, os homens do rei não conseguiram encontrar o que eles estavam procurando. Estariam as autoridades procurando as cartas de amor que Henrique VIII escreveu para Ana Bolena? Estas 17 cartas de amor misteriosamente ressurgiram no século 17 na coleção do Vaticano, e lá permanecem até hoje. Quem as roubou e como elas vieram parar em Roma é um mistério que tem intrigado muitos historiadores. 

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Médium diz ter capturado o espírito de Ana Bolena em uma fotografia

Seria esta esfera na porta à esquerda da foto o fantasma de Ana Bolena subindo as escadas para sua antiga casa do Castelo de Hever?

Ana Bolena se casou com Henrique VIII em 1533, mas foi posteriormente acusada de traição e decapitada após ser considerada culpada de adultério e incesto. Sua vida trágica e tumultuada leva a médium Christine Hamllet a pensar que capturou a essência de Ana, na forma de uma esfera, durante uma recente visita a sua irmã em Hever, perto de Edenbridge. 

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Os Livros de Horas

Livro de Horas de Ana Bolena, Hever Castle.

No final da Idade Média manifestou-se a necessidade de um livro tornando acessível aos leigos certos elementos do breviário utilizado pelos padres. De acordo com este modelo litúrgico desenvolveu-se lentamente, durante o século XIV, um livro de devoções privadas.

Apesar das variações de formato e da abundância de ilustração, todos os Livros de Horas são concebidos segundo um mesmo esquema, que, no entanto, sofre exceções: começam com um calendário elaborado exclusivamente em função das festas religiosas. Seguem-se numerosas preces. Estas, compostas em grande parte de salmos, seguem o ritmo cotidiano — as matinas, laudas, prima, tércia, sexta e nona, as vésperas e as completas escalonam o dia.

O livro de horas foi o best seller da Idade Média, sendo que seu uso sempre ficou limitado à leitura privada, alheia às cerimônias públicas e coletivas. Todos tinham seu Livro de Horas, muitas vezes o único da estante. Mesmo os analfabetos, que decoravam suas orações. Modestos ou suntuosos, exerceram um papel de suma importância social, seja como cartilha para o aprendizado da leitura, seja como símbolo da riqueza de seus possuidores — podiam valer tanto quanto grandes propriedades.

Os livros de horas eram produzidos em vários tamanhos, mas normalmente ele era pequeno na altura e largura, não tão grande como um livro moderno. Eles eram grossos, já que grande parte das páginas era feita a partir de peles de animais. As capas eram feitas de tecido ricamente bordado com jóias caras e, ocasionalmente, tinha pequenas travas semelhante aos diários modernos, a fim de protegê-los e mantê-los fechados enquanto não estivessem em uso. Com a mudança de religião na Inglaterra, o livro de horas deixou de ser usado, mas ainda eram reconhecidos pelo seu valor como obra de arte.

Muitos livros de horas eram feitos para mulheres. Há evidências de que eles eram, por vezes, dado como presente de casamento de um marido para sua noiva. Eles frequentemente eram herdados, conforme registros de testamentos.

O livro de horas mais antigo foi escrito aparentemente para uma leiga, que vivia dentro ou perto de Oxford em cerca de 1240.

Raramente era incluído no livro orações compostas especificamente para os seus proprietários, mas muitas vezes os textos eram adaptados ao seus gostos ou sexo, ainda com a inclusão de seu nome nas orações. Alguns incluíam imagens de seus proprietários. Por volta do século 15, várias lojas de papelaria produziam livros de horas em massa, nos Países Baixos e na França. Até o final do século 15, o avanço da impressão fez com os livros ficassem cada vez mais acessíveis.

Depois de derrotar Ricardo III, Henrique VII deu o livro de horas de Ricardo para sua mãe, que foi modificado para incluir seu nome. As capas de alguns livros sobreviventes incluem notas de contabilidade familiar, registro de nascimento e óbitos, para que a família se lembrasse mais tarde. Alguns proprietários também coletavam autógrafos de visitantes notáveis de sua casa. Os livros de horas comumente era o único livro em casa, e era constantemente usado para ensinar as crianças a lerem, de modo que ás vezes os livros tinham o alfabeto incluso.

Três livros de horas de Ana Bolena sobrevivem até hoje. O mais velho dos três está em exposição no Castelo de Hever, e foi feito em Bruges em aproximadamente 1450. É nele que contém a inscrição “O tempo virá“. Ana escolheu escrever isso abaixo de uma imagem da Ressurreição dos Mortos.

No segundo livro, que também está em exposição no Castelo de Hever foi feito em Paris, em cerca de 1528. Nele, Ana escreveu:

“Lembre de mim quando você rezar,
essa esperança eu levo ao acaso, de dia para dia.
Ana Bolena”.

Ela escreveu isso abaixo de uma representação da coroação da Virgem. Pode-se imaginar que esta era uma referência ao seu desejo de ser rainha.

O terceiro livro de horas de Ana está em exposição na Biblioteca Britânica. Ela foi feita em torno do século 15 e 16, possivelmente em Bruges. Ao contrário do segundo livro, que era uma versão impressa, esse é um item de qualidade e contém cerca de 50 ilustrações. É um livro bem original, porque contém diálogos entre Henrique e Ana. O rei usou o livro para enviar mensagens românticas para sua amada. Acredita-se que as frases foram escritas logo após o nascimento da futura rainha Elizabeth, entre 1533-34*. Henrique escreveu em francês, abaixo de uma figura de Cristo com a coroa de espinhos, normalmente usada como símbolo da monarquia cristã:

“Se você se lembrar do meu amor em suas orações com a mesma devoção que eu amo você, dificilmente serei esquecido, pois eu sou teu.”

Ana escolheu responder abaixo da cena da Anunciação, onde o anjo diz que Maria daria a luz a uma filho em breve:

“Até o dia da provação você vai descobrir que eu sou amorosa e generosa com você”.

Também era muito comum damas andarem com os livros de oração pendurados nos espartilhos. Catarina Parr, sexta mulher de Henrique VIII, escreveu seu primeiro livro, Orações ou Meditações (Prayers or Meditations), e o publicou em 1545 em um formato pequeno especial, igual os dos livros de horas. O livro foi bastante lido e um grande sucesso de público, sendo o primeiro livro escrito e publicado por uma rainha inglesa. Seu segundo livro, A Lamentação de um Pecador (The Lamentation of a Sinner) foi publicado após a morte de Henrique VIII.

* Alguns, entretanto, acham que os diálogos foram escritos durante o tempo em que Henrique estava tentando obter o divórcio de Catarina.

Bibliografia:
JOSÉ, Caroline Barrio. ‘El libro de las horas de Enrique VIII y Ana Bolena‘. Acesso em 17 de Julho de 2011.
GRUENINGER, Natalie. ‘Anne Boleyn’s Books of Hours‘. Acesso em 17 de Julho de 2011.
As Riquíssimas Horas do Duque de Berry‘. Acesso em 17 de Julho de 2011.

Ana Bolena, a rainha decapitada.

“… O amor dele morrera, mas Henrique jamais seria livre e ela sabia disso, naquele momento; jamais escaparia dela, como Ana jamais escaparia dele, pois o bom ou mau, o fado os havia reunido, e a espada do carrasco vindo de Calais não poderia seccionar tal vínculo.
‘Porque de César sou.’
Disse essas palavras em voz alta e, quando elas morriam, ouviu sons de passos e sentiu que a porta do aposento vizinho abria-se.
O sol se levantara, a manhã mostrava-se adorável, límpida. Durante um momento esperou, saboreando a derradeira extensão de seu tempo, antes que eles viessem. Quando a porta se abriu, ela se havia levantado.
Kingston dirigiu-se-lhe:
– Madame, o momento chegou.
Lento rubor subiu-lhe às faces, e a beleza que as lágrimas e a agonia haviam devastado iluminou-lhe o rosto, pela derradeira vez.
– Obrigada, Mestre Kingston. Estou pronta. Que Deus receba minha alma.”

Ana Bolena, a rainha decapitada.

Foi num jardim cheio de rosas em Hever Castle, em certo belo dia de 1526, que teve início, entre um rei e uma de suas vassalas, esta história de amor que haveria de mudar o curso da própria História e que terminaria numa tragédia sangrenta. Bonito e de personalidade dominadora, Henrique VIII encontrou uma companheira à altura na formosa Ana Bolena, cuja coragem, altivez e indomável ambição fizeram-na ganhar uma coroa e perder a cabeça.
Outras figuras, bordadas na mesma tapeçaria histórica, movem-se e falam nas páginas deste romance: a rainha Catarina, esposa de Henrique, que o perdeu para uma rival mais bela e ardilosa, e que morreu sozinha numa enxovia; a filha de Catarina, que seria conhecida anos mais tarde pelo epíteto de Maria, a Sanguinária, mas que era ainda uma frágil donzela quando o furacão do divórcio de Henrique arrebatou a Inglaterra à Igreja de Roma: Wolsey, o grande cardeal; Cranmer, o arcebispo; Cromwell; Sir Thomas More – todos os nobres e padres e soldados que lutavam por amor do poder ou por amor do amor, numa época cuja impiedosa brutalidade estava condignamente tipificada na figura de seu rei, Henrique Tudor.
As intrigas e os sucessos dos momentosos anos da Reforma destacam-se magicamente do passado nas páginas deste notável romance de Evelyn Anthony, escrupulosamente traduzido por Nair Lacerda. Todavia, o seu foco dramático é a personalidade de Ana Bolena, a mulher que deu início a tanta coisa, mas que não viveu o suficiente para assistir-lhe ao desenlace. Muitos a acusam de “incrivelmente frívola, inescrupulosa, grosseira, arrebatada e impiedosa”. Ela foi, realmente, tudo isso, mas foi também denodada e leal para com os que amava, numa época em que somente a traição e a covardia mereciam recompensa. Pois é essa personalidade fascinante e contraditória que emerge, viva, das páginas de Ana Bolena, a rainha decapitada.

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Nome do Livro no Brasil: Ana Bolena, A Rainha Decapitada
Nome Original: Anne Boleyn
Escrito por: Evelyn Anthony
Publicado no Brasil em: 1995 [décima impressão]
Editora: Cultrix
Nº de Páginas: 283

* Agradecimentos à Renato Drummond pelos dados e imagem.