O rei e suas cinco esposas: Os Amores de Henrique VIII (1933)

posterUm dos filmes mais conhecidos sobre o rei Tudor, “The Private Life of Henry VIII” é curioso pois começa com a execução de Ana Bolena, sua segunda esposa. Alexander Korda, o diretor, estava à procura de um projeto que fosse apropriado para o ator Charles Laughton e sua esposa, Elsa Lanchester e originalmente, a história iria se concentrar exclusivamente no quarto casamento do rei com Ana de Cleves, mas o projeto cresceu para incluir as cinco últimas esposas de Henrique: a primeira, Catarina de Aragão, foi omitida porque os envolvidos no projeto não tinham nenhum interesse em mostrá-la, descrevendo-a apenas como uma ‘senhora respeitável’ em um dos interlúdios do filme.

Merle Oberon, que se tornaria uma das atrizes mais belas de Hollywood nas décadas de 1930 e 1940 teve um papel relativamente pequeno no filme como Ana Bolena. No entanto, foi uma aparição memorável, e a atriz tornou-se fascinada pelo seu personagem, pendurando até um retrato de Ana em seu apartamento. Sua frase mais marcante durante o filme foi, “Não é uma pena perder uma cabeça como essa?” Continuar lendo

Margaret Bryan, governanta dos filhos de Henrique VIII

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Margaret nasceu por volta de 1468 em Beningbrough, Yorkshire, Inglaterra. Filha de Sir Humphrey Bourchier e Elizabeth Tilney, Margaret poderia se gabar de ter linhagens plantagenetas, uma vez que sua bisavó por parte de pai, Ana de Woodstock, Condessa de Buckingham, era neta do rei Eduardo III. Após a morte de Humphrey, a mãe de Margaret casou-se novamente, agora com Thomas Howard, 2º Duque de Norfolk. Margaret foi criada com suas meia-irmãs e meio-irmãos, incluindo Elizabeth Howard, mãe de Ana Bolena. Isso fazia com que Margaret fosse tia de Ana Bolena.

Margaret Bourchier foi casada três vezes. Seu primeiro marido, com quem não teve nada mais do que um pré-contrato, foi Sir John Sands. O acordo foi assinado quando Elizabeth tinha por volta de 10 anos, em novembro de 1478.  Seu pré-contrato com Sand não impediu seu casamento com Sir Thomas Bryan em 1487. Sabe-se que o casal teve quatro filhos, dos quais, a maioria das fontes concordam, dois atingiram a idade adulta: Sir Francis e Elizabeth.

Margaret Bryan tinha sido uma dama de companhia de Catarina de Aragão desde o momento em que se casou com Henrique VIII em 1509; ela também participou da coroação da Rainha. Sir Thomas era um vice-camareiro da casa da Rainha Catarina e manteria seu posto até sua morte, algum momento antes de 1517. Talvez fosse por causa de sua viuvez que o rei decidiu ajudá-la: Em 19 de Novembro de 1517, foi registrado que Margaret ganharia uma anuidade de 40 marcos e passaria a cuidar da princesa Maria, ganhando seu próprio escritório. Ter a seu cargo os filhos do rei significava ensinar-lhes etiqueta e boas maneiras, mostrando as crianças a majestade que era esperada delas.

Bem posicionada, Lady Margaret tornou-se então governanta da princesa Maria, e foi recompensada por Henrique ganhando seu próprio título de Baronesa. Sabe-se que ela ficou com Maria por quase seis anos, e mesmo depois de ser dispensada de suas funções, ainda ganhava um a pensão. Em algum momento antes de julho de 1519, Margaret se casaria com seu último marido, David Zouche.

Não está claro porque Margaret deixou de cuidar da Princesa Maria. Alguns especulam que foi para cuidar de Henrique Fitzroy, o filho ilegítimo do rei. Quando foi chamada para cuidar da Princesa Elizabeth, Margaret tinha 60 anos de idade. Ela se encarregou de Elizabeth desde seu nascimento, e foi para Hatfield com a princesa três meses depois.

Margaret estava acostumada a tratar Maria como a herdeira do trono. Provavelmente deve ter sido um momento muito estranho quando foi enviada para compartilhar a casa de Elizabet, com ordens de andar atrás dela nas viagens e para ceder o assento de honra para ela, mesmo sendo um bebê que estava sob os cuidados de uma dama de leite. Mas, como uma defensora de seu dever, pode-se supor que ela garantira que os desejos do rei foram cumpridas.

No entanto, não era Margaret que tomava todas as decisões. Quando ela achou que estava na hora de Elizabeth ser desmamada, ela contatou Cromwell que, em seguida, apresentou um pedido ao Conselho Privado. Em 9 de Outbro de 1535, foi determinado que “o rei, tendo considerado a carta a Cromwell de Lady Bryan e outros oficiais da princesa, determinou que ela deve ser desmamada com toda a diligência”. Como Agnes Strickland afirma, aparentemente “as preliminares para este importante negócio foram arranjados entre os oficiais da sua casa e os ministros de seu augusto senhor, com tanta solenidade como se o destino dos impérios estivesse envolvido no assunto”.

Em 1534, embaixadores franceses foram visitar Elizabeth. Esse encontro foi orquestrado para apresentar a princesa como uma noiva adequada a um príncipe francês, e todo o crédito por seu sucesso foi creditado a Margaret. De acordo com o Embaixador Chapuys, os embaixadores “foram visitar a filha bastarda do rei, que foi levada para eles esplendidamente vestida, e em estado principesco, com todo o cerimonial que sua governanta podia pensar”.

Grande parte da futura grandeza de Elizabeth pode ser razoavelmente atribuída ao treinamento criterioso que sua governanta lhe deu, combinados com a adversidade que privou a pompa e o luxo que haviam cercad oseu berço enquanto ela era tratada com herdeira d Inglaterra. Elizabeth foi educada do jeito que Margaet pensou melhor, protegida da fofoca e das tentações do mundo adulto. A governante certamente blindou a princesa tanto quanto poderia das inevitáveis fofocas em torno da sua mãe, assim com as calúnias que começaram logo após a morte de Ana e a dúvida de sua paternidade.

Muito do que sabemos da infância de Elizabeth vêm da correspondência entre Margaret e Thomas Cromwell. Em uma famosa carta escrita logo após a execução de Ana, Lady Bryan explica as dificuldades da falta de roupa, de comida e da mudança de status da princesa.

Quando o herdeiro masculino de Henrique nasceu em outubro de 1537, Margaret deixou Elizabeth, e Kat Ashley assumiu o cargo de governanta da Rainha. Em 11 de Março de 1539, Margaret elogiou o jovem Eduardo, dizendo que ele estava feliz e com boa saúde, dançando, e brincando e que ele tinha tantos brinquedos bonitos quanto ela nunca tinha visto com uma criança na vida. Em outra carta, Margaret menciona que Eduardo está, além de boa saúde e feliz, com quatro dentes, sendo que três já estavam completamente para fora e o quarto estava começando a sair.

Não se sabe se Margaret abandonou seus deveres antes de Eduardo se tornar Rei. No entanto, sabe-se que ela não foi esquecida, uma vez que há uma menção de uma anuidade para ela em Janeiro de 1545. Quando Eduardo subiu ao trono, Margaret manteve seu título, mas vivia longe da corte, em suas propriedades em Essex, onde gozava de uma generosa anuidade de £70 por ano.

Bibliografia:
Margaret Bouchier, Lady Bryan“. Acesso em 7 de Janeiro de 2015.
Lady Bryan: An Iron Hand in a Velvet Glove“. Acesso em 7 de Janeiro de 2015.

O coração de Jane Seymour foi enterrado separado do corpo?

altar hampton

Quando a Rainha Jane Seymour morreu logo após o nascimento de seu filho, o futuro rei Eduardo VI, em 1537, o rei Henrique VIII ordenou que seu coração fosse enterrado sob o altar de pedra que então estava no santuário da Capela Real. Seu corpo foi enterrado na Capela de St. George, em Windsor, três semanas depois.

Esse texto pode ser lido no site da Capela Real do Castelo de Hampton Court, e embora nenhum autor reconhecido mencione o caso livros, a aparente causa do coração da Rainha Jane ter sido enterrado separado do seu corpo foi de que a rainha, tendo completado a sua “obrigação dinástica” de entregar ao rei o seu tão desejado herdeiro, tenha podido ter seu coração enterrado em Hampton Court, que foi também onde Eduardo nasceu. Continuar lendo

A Rainha Jane Seymour e suas ações como partidária dos católicos

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As ações tomadas pela terceira esposa de Henrique VIII geralmente são ignorados ou esquecidos, considerando que sua passagem como Rainha foi relativamente rápida – apenas 18 meses. No entanto, as poucas ações que foram registradas são o suficiente para termos uma idéia de com a Rainha Jane poderia ter sido se tivesse sobrevivido ao seu parto em Outubro de 1537.

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