Música e Monarquia: Coroa e Coral (Thomas Tallis e William Byrd)

Em 2013, David Starkey lançou a série ‘Music & Monarchy’, contendo quatro episódios de 59 minutos que contariam a história da música britânica foi moldada pela monarquia. Neste primeiro episódio, ele começa com reis que também eram compositores – Henrique V e Henrique VIII – e a idade de ouro da música inglesa que eles presidiram. Como o foco de nosso canal são os Tudor, eu cortei quase os primeiro vinte minutos que falavam sobre Henrique V, pulando direto para Henrique VIII e os dois compositores mais famosos do períoto Tudor, Thomas Tallis e William Byrd.

As músicas foram gravadas especialmente pela King’s College Cambridge, o coral da Catedral de Canterbury e do Eton College.

A vida musical das esposas de Henrique VIII: Catarina de Aragão

Catarina de Aragão era sem dúvida uma das rainhas mais musicais para a se sentar no trono inglês. Ela era uma instrumentista talentosa, cantora ativa, dançarina graciosa, grande apreciadora e patrocinadora, tanto para a corte maior quanto para cultivar um círculo musical entre a pequena comunidade de suas damas presentes. Continuar lendo

Documentário: Mulheres mais cruéis da História: Maria Sanguinária (2002)

Esse vídeo faz parte de uma série de 2002 chamada ‘The Most Evil Women In History’, exibida pela Discovery Civilization com a participação de alguns pesquisadores do período Tudor. Embora seja um curto documentário que não abrange todos os aspectos de seu reinado (como dificilmente faria) eu achei digno de ser legendado, pois não cai na maioria dos lugares-comuns.

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Documentário: Os Tudor Vistos de Cima (Tudors from Above, legendado, 2010)

Uma das séries que mais gosto de assistir em casa é ‘Brasil Visto de Cima’. Navegando pelo youtube, encontrei o incrível ‘Tudors from Above’, um documentário feito pelo National Geographic em 2010 que tem o mesmo conceito: de explorar o país-cidade por visão aérea. Especificamente, esse programa trata dos edifícios da Dinastia Tudor, apesar da maioria ter sido reformada durante o século XIX. Eu gostei e aprendi muito sobre vários castelos e fortificações que nunca tinha ouvido falar.

¹ Os Tudor tomavam banho mais frequentemente do que se imagina, mas havia uma diferença entre imersão total (que era uma vez ao mês mesmo) e um ‘banho’ apenas com toalhas molhadas, que era o mais comum. Henrique VIII, por exemplo, era notório de tomar até 3 banhos por dia.
² Fiquei chocada com a afirmação de que Henrique rompeu com a Igreja ‘simplesmente’ por causa de um rosto bonito e ‘apenas’ por causa de um filho.
³ Mais um roteiro que ignorou completamente o reinado de Eduardo VI e Jane Grey, anteriores ao de Maria I.
– Se o Castelo Deal foi influenciado por qualquer desenho, com certeza teria sido a rosa Tudor e não um trevo.

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Documentário ‘Maria I – A primeira Rainha Virgem’ (2002)

Esse é um dos poucos documentários feitos especificamente sobre Maria Tudor, a primeira monarca reinante da Inglaterra. Feito por David Starkey em 2002, curiosamente foi divulgado como “Bloody Mary” – Maria Sanguinária, quando na verdade o nome do documentário é “Mary I: The First Virgin Queen”, ou seja: Maria I, a Primeira Rainha Virgem. Mais uma vez, apesar de diversas revisões, o texto ainda ficou com diversos erros de português, mas acredito que é melhor do que nada rsrsrs.

O documentário é na verdade a primeira de duas partes de uma série de Starkey, chamada ‘Edward and Mary: The Unknown Tudors’. Infelizmente não poderei traduzir a parte de Eduardo VI, pois ainda não encontrei legendas na internet. Quando ao título do documentário, ‘A Primeira Rainha Virgem’, faz alusão ao fato de que Maria, até o período de seu casamento, declarou-se como Rainha Virgem e foi fonte de muitos discursos que mais tarde seriam re-utilizados por Elizabeth I, que consagrou-se como ‘Rainha Virgem’.

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O fumo e o tabaco na Inglaterra Tudor

Xilogravura de uma taverna Tudor

Os espanhóis foram os primeiros europeus a serem introduzidos ao tabaco. Rodrigo de Jerez e Luis de Torresm que viajaram junto de Cristóvão Colombo ao Novo Mundo, geralmente ganham o crédito por terem experimentado primeiro. Uma vez que a maioria dos espanhóis desprezava os índios, eles também desprezavam o uso do tabaco. Gonzalo Fernándes de Oviedo, o governador militar de Hispaniola, disse que ‘a ingestão de um determinado tipo de fumo, que eles [os índios] chamam de tabaco (…) é uma prática especialmente prejudicial’. O ódio espanhol para o tabaco, entretanto, não se limitou aos consumidores índios da planta, mas também ao seus concidadãos europeus que o consumiam, em parte por causa de suas propriedades viciantes. De acordo com Iain Gately, para eles a ‘indulgência excessiva ou obsessiva em qualquer coisa venal é classificada pura e simplesmente como um pecado’. Continuar lendo