A corte entre Maria Tudor e Filipe, o Duque da Bavária (The Tudors, 2009)

Enquanto o rei Henrique estava esperando ansiosamente pela sua nova esposa, Ana de Cleves, sua filha Maria, de vinte e três anos, se encontrava em uma inesperada situação: ela havia recebido um pretendente. O Duque de Baviera, sobrinho do Eleitor Palatino (O Palatinado era o principado mais poderoso de Cleves) foi apresentado à Corte por sua própria iniciativa no dia 8 de dezembro de 1539. Embora tenha diversas ressalvas em relação à série The Tudors, foi a única adaptação que mostrou esse período de corte entre esse inesperado encontro.

Maria, católica devota, não apreciava particularmente a religião luterana de seu pretendente, mas conversava graciosamente com ele em latim e alemão através de um intérprete. De acordo com o hábito de sua mãe e o seu próprio, Maria disse que seria submetida à vontade de seu pai, independente da religião de seu pretendente. O rei nomeou o Duque de Filipe Cavaleiro de Jarreteira e apresentou presentes que pareciam ser uma clara possibilidade de uma ligação luterana com a Inglaterra. Filipe parecia estar genuinamente interessado em Maria – afinal de contas, ela ainda era uma bastarda, não poderia reclamar o trono da Inglaterra e não tinha um dote muito impressionante. De acordo com o Embaixador Marillac, Lady Maria e o Duque foram vistos se beijando nos jardins da Abadia de Westminster e quase todos na Corte inglesa esperavam um casamento dentro de poucos meses. No entanto, o que aconteceu dentro de poucos meses foi um divórcio – de Henrique VIII e Ana de Cleves. Por conta do seu parentesco com Cleves, o rei não permitiu que as negociações de casamento com Maria continuassem. Filipe, porém, não se intimidou e visitou a Inglaterra mais três vezes. Ele morreria 1545, seis anos depois de visitar a Inglaterra pela primeira vez. Ele não se casou e não teve filhos.
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“Minha Lady Jane”: novo livro sobre os Tudor é lançado no Brasil

Imaginem minha surpresa quando descobri que existe um novo romance Tudor na área, e dessa vez de um personagem nunca antes contemplado em português: ela mesma, Jane Grey! O livro, escrito por três autores, me parece uma versão de romance adolescente da história de Jane, a rainha de nove dias, e foi publicado no Brasil pela Editora Gutenberg. Sinopse:

“Toda história tem sempre duas versões… Inglaterra, século XVI, dinastia Tudor. O jovem Rei Eduardo VI está à beira da morte e o destino do país é incerto. Para evitar que o poder caia em mãos erradas (leia-se: nas mãos de Maria Sangrenta), Eduardo é persuadido por seu conselheiro a nomear Lady Jane Grey, sua prima e melhor amiga, como a legítima sucessora. Aos 16 anos, Jane está em um relacionamento muito sério com seus livros até ser surpreendida pela trágica notícia de que terá de se casar com um completo estranho que (ninguém lembrou de contar para ela) tem um talento muito especial: a habilidade de se transformar em cavalo. E, pior ainda, descobre que está prestes a se tornar a nova Rainha da Inglaterra! Arrastada para o centro de um conflito político, Jane suspeita de que sua coroação na verdade esconde um grande plano conspiratório para usurpar o trono. Agora, ela precisa definitivamente manter a cabeça no lugar se… bem, se não quiser literalmente perder a cabeça. Um rei relutante, uma rainha-relâmpago ainda mais relutante e um nobre (e) garanhão puro-sangue que não se conformam com o destino que lhes foi reservado; uma história apaixonante, envolvente, cativante, sedutora… e mais uma porção de sinônimos que só Lady Jane seria capaz de listar. Tudo com uma leve semelhança com os fatos históricos…afinal, às vezes a História precisa de uma mãozinha.”

 

O Romance de Henrique VII e Elizabeth de York

Foto promocional da série ‘The White Princess’.

Tem sido afirmado que Henrique a tratava Elizabeth com austeridade e crueldade, e que a felicidade dela foi seriamente afetada tanto pela conduta dele em relação a ela quanto pela severidade com sua mãe. Alguns acreditam Henrique tinha tanta aversão a Casa de York que isso refletia em seu quarto e cama. No entanto, parece ser poucas as provas de que Henrique se comportava mal com a sua esposa e sua sogra, Elizabeth Woodville. Continuar lendo

Alison Weir lançará novo livro sobre Ana Bolena em 18 de Maio

Alison Weir é uma das mais conhecidas historiadoras do Reino Unido, vendendo mais de 2,7 milhões de livros no mundo todo. Mais conhecida por seus livros Tudor; Weir já publicou 17 livros de não-ficção sobre esse período e 5 romances históricos – nenhum deles foi publicado no Brasil até hoje.

No dia 18 de Maio, a autora estará lançando oficialmente seu mais novo livro sobre Ana Bolena: “Anne Boleyn: A king’s Obsession”. O evento acontecerá Hever Castle, casa de infância de Ana Bolena e os ingressos custam 18 libras, com uma recepção com bebidas, conversa e perguntas e autógrafo do livro. O livro já está disponível para compra em pré-venda por U$18,30 dólares na Amazon.

O livro faz parte da série de romances Six Tudor Queens, sendo o segundo volume. O primeiro, “Katherine of Aragon: The True Queen” foi lançado no dia 31 de Maio do ano passado.

Fonte: Hever Castle

Ana Bolena e o universo bruxo de Anne Rice

Vampira“A Hora das Bruxas”, o primeiro romance da saga de uma família de bruxas de Nova Orleans, as Mayfair, foi publicada em 1990, escritos por Anne Rice. Seguio dele foi Lasher (1993) e Taltos (1994). A Hora das Bruxas conta a história de treze gerações de bruxas da família Mayfair – elas são acompanhadas por um espírito, Lasher, cuja natureza nunca é claramente explicada no romance. Apenas no livro ‘Lasher’ é que sabemos de sua origem: ele diz que é filho de Ana Bolena, a segunda esposa de Henrique VIII e mãe de Elizabeth I:

– Não sei o que você está dizendo, não compreendo. Minha mãe era uma grande rainha. Nunca soube seu nome[…].
– Era a Bolena – disse a mulher, Emaleth, minha irmã. – A rainha Ana foi sua mãe e foi condenada à morte por feitiçaria e por gerar monstros.[…]
As palavras me atingiram como tudo: música, beleza, assombro ou medo. Eu sabia. Eu compreendia. Bastava que eu me detivesse por um instante de verdade na velha história. A rainha Ana, acusada de encantar Sua Majestade e de par uma criança deformada no leito real. Henrique, ansioso por provar que não era o pai, acusou-a de adultério e mandou que cinco homens de reconhecida perversidade e falta de moral preparassem o terreno para que ela fosse decapitada.

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O Conto da Gata Borralheira: Jane Seymour e William Dormer

janeNo seu livro “As Seis Esposas de Henrique VIII”, a historiadora Antonia Fraser menciona uma história de que Jane Seymour, a terceira esposa de Henrique VIII, teria se apaixonado, antes de seu relacionamento com o rei, com um homem de família mais nobre do que a dela. A família dele impediu o noivado, e sem nenhuma mancha na reputação de Jane, esse momento de sua vida era contado como um “conto da Gata Borralheira, onde a jovem injustamente desprezada iria alçar-se em triunfo a alturas muito maiores”. Sempre tive muita curiosidade acerca desse relacionamento prévio de Jane, então decidi fazer uma pesquisa um pouco mais aprofundada.

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