Helen Mirren dá aulas de atuação online – e uma delas é sobre Elizabeth I

Em sua primeira aula on-line, a atriz vencedora do Oscar Helen Mirren compartilha as técnicas que aprendeu ao longo de sua carreira internacional, que abrangem o palco, a tela e a televisão. Suas performances poderosas e versáteis lhe renderam inúmeros prêmios, incluindo o Oscar em 2007 por sua atuação em The Queen, um Tony Award em 2015 por sua atuação no The Audience, e quatro prêmios Emmy.

Em sua aula, Helen Mirren discutirá o dualismo que é essencial para seu método de atuação: a necessidade de dominar a técnica (ofício) e, em seguida, abandonar essa técnica para que sua imaginação possa assumir (arte). As lições incluem como quebrar um script, conduzir pesquisas para personagens reais e fictícios, abordar os aspectos mais “poéticos” do personagem, tomar decisões ponderadas sobre o traje e lidar com adereços de uma maneira que seja fiel ao seu personagem.

Enquanto ajuda você a desenvolver seu próprio talento de atuação, Helen irá levá-lo aos bastidores de seus maiores papéis, incluindo Elizabeth I. No vídeo promocional que pode ser visto no Youtube, Mirren mostra alguns dos trajes que utilizou.

As aulas de Mirren totalizam seis horas e custam U$180 dólares por ano no site Masterclass.

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Lobas: As primeiras Rainhas da Inglaterra – Jane Grey, Maria e Elizabeth Tudor (2012, legendado)

“She Wolves” foi uma série de três episódios da BBC onde a historiadora Dra. Helen Castor explorava a vida de sete rainhas inglesas que desafiaram o poder do mundo Tudor e medieval, quando não havia dúvida na mente das pessoas sobre a ordem da criação de Deus: homens governavam e mulheres não. Apesar disso, algumas mulheres tentaram dominar a Inglaterra Tudor e Medieval, e Castor explora as reações ferozes que elas provocaram. Em relação ao período Tudor, Castor explora Jane Grey e Maria e Elizabeth Tudor: em 1553, pela primeira vez na história inglesa todos os pretendentes ao trono inglês eram mulheres.

David Starkey e Hilary Mantel discutem sobre romances e evidências históricas (2009)

Depois de alguns documentários, decidi começar a trazer algumas discussões entre pesquisadores e historiadores sobre os Tudor. O primeiro vídeo que trouxe é de uma discussão entre Hilary Mantel e David Starkey, em que discutem sobre evidências históricas, invenções e influências pré-concebidas em romances históricos. Embora o vídeo tenha sido publicado em 2015, parece que foi filmado em 2009, quando Mantel havia publicado Wolf Hall e quando, um ano antes, Starkey havia publicado “Henry: Virtuous Prince”. Mantel se refere a um novo livro que Starkey estava escrevendo sobre Henrique, e que provavelmente foi “Henry VIII: Man & Monarch”, publicado ainda em 2009. Originalmente o vídeo tinha 3 partes, mas editei para que ficasse apenas uma :)

Observações:
– Geoffrey Rudolph Elton (1921 – 1994) foi um historiador político e constitucional, nascido na Alemanha e especializado no período Tudor. Elton focava principalmente na vida de Henrique VIII, e ficou famoso por argumentar que Thomas Cromwell que foi o autor do governo burocrático moderno, que subtstituiu o governo medieval – até a década de 1950, historiadores minimizavam o papel der Cromwell no governo, classificando-o como um doutrinário, pouco mais que um agente do despotismo de Henrique. Já Elton retratou Cromwell como responsável pela ruptura legal com Roma, as leis e procedimentos administrativos que tornaram a Reforma Inglesa tão importante, além de ter sido responsável por traduzir a supremacia real em termos parlamentares.
– Antonia Fraser é uma autora britânica de livros de ficção e mais de 15 livros de não-ficção, entre eles “As Seis Esposas de Henrique VIII”, uma das maiores referências sobre as consortes Tudor.
– George Orwell (1903 – 1950) foi um romancista, jornalista e crítico inglês, cujos trabalhos foram marcados pela prosa lúcida, consciência de injustiça social e oposição ao totalitarismo.
– Lacey Baldwin Smith (1922 – 2013) foi uma historiadora e romancista especializada na Inglatera do século 16. O livro a qual Starkey se refere é “Henry VIII: The Mask of Royalty”, publicado em 1973.
– Richard Marius (1933 – 1999) foi um escritor e acadêmico americano especializado na Reforma. Sua dissertação foi “Thomas More and the Heretics”; Marius publicou diversos trabalhos e duas biografias sobre More durante sua vida, sendo bem recebidos pelo público e também um pouco controversos, pois despojava seus personagens das santidades atribuída a eles, apresentando-os como seres humanos lutando com suas crenças, medos e ambições, criticando More por seu fanatismo religiosos e sua intolerância.
– Robert Oxton Bolt (1924 – 1995) foi um escritor de peças inglês, conhecido por ‘O Homem que não vendeu sua alma” e por fazer obras dramáticas que colocavam seus protagonistas em tensão com a sociedade prevalecente.

Últimos dias de Ana Bolena serão dramatizados na Torre de Londres

Assim como aconteceu em outros anos, os últimos dias de Ana Bolena estão sendo dramatixados na Torre de Londres em peças de teatro específicas. A produção foi escrita e dirigida por Michael Fentiman e essa é a primeira peça a ser reproduzida e comissionada pela Historic Royal Palaces para a Torre de Londres.

‘Os últimos Dias de Ana Bolena’ serão encenados por 17 dias até o dia de sua execução. Tudo foi escrito usando documentos da época. Feita ao ar livre, a peça será encenada no lugar onde fica o ‘Palácio Perdido’ Tudor na Torre do dia 6 de Maio até 28 de Agosto, com duas perfomances por dia.

Os membros do elenco são Lawrence Boothman, Kazuma Andrew Costello, Natasha Cowley, Amy Cudden, David Fielder, Oliver Grant, Rhiannon Llewellyn e Benedict Salter.

Algumas fotos dos dias anteriores já foram publicadas no Twitter da Torre: