Sete Eras da Grã-Bretanha: A Era do Poder (Dinastia Tudor)

Apresentado por David Dimbleby, esse é o terceiro episódio da série The Age of Power, de 2010, que nalisa os Tudors e se estende desde a adesão de Henrique VIII em 1509 até a primeira apresentação de Henrique VIII de Shakespeare exatamente 100 anos depois. David Dimbleby mostra como os Tudors usavam a arte como instrumento de poder e propaganda. Apresentando um olhar sobre Henrique VIII e a luxuosa tumba dourada na Abadia de Westminster, encomendada por seu pai; a pintura épica do campo de pano de ouro em Hampton Court feita para comemorar seu triunfo diplomático sobre os franceses; e a extraordinária relação patrono-artista que ele cultivou com Hans Holbein. Henrique era a favor de declarações contundentes de poder, mas sua filha Elizabeth era mais sutil. A jornada de Dimbleby também inclui a Reforma, os destroços de Mary Rose, as extraordinárias aquarelas de John White do Novo Mundo, o tesouro de Cheapside, a Armada Espanhola, a armadura de Henrique VIII e o Drake’s Drum.

Grandes Castelos Britânicos: Carrickfergus

Em 2015, Dan Jones (conhecido por nós por sua participação na série ‘Elizabeth) começou sua própria série: “Secrets of Great British Castles”, que acabou tendo 2 temporadas e 12 episódios. Alguns desses episódios estão disponíveis no Netflix, mas como nem todo mundo tem acesso, decidi converter os vídeos em uma resolução menos e disponibilizar aqui apenas as partes em que os Tudor são mencionados em sua série.

Nesse episódio vemos um pouco mais da história do castelo Carrickfergus na Irlanda do Norte. Junto dos outros dois documentários que publiquei sobre a conquista Tudor da Inglaterra, esse episódio pode ser um ótimo complemento – ou até um teste aos conhecimentos adquiridos. Sabemos, por exemplo, que Elizabeth não queria simplesmente que a Irlanda fosse católica, mas sim que a Irlanda era um dos melhores lugares para uma invasão católica/espanhola na Inglaterra, e Elizabeth não poderia deixá-la abandonada por conta de seu lugar estratégico. Uma data errônea é que Essex não foi para a Irlanda em 1513, obviamente, mas sim em 1573 – a legenda da Netflix está errada, pois Jones fala a data correta. Dessa vez, decidi deixar a história seguir até depois da morte de Elizabeth, já que era uma continuação que faltava nos dois vídeos anteriores.

“Becoming Elizabeth”: nova série da STARZ será sobre Elizabeth Tudor

Seguindo o sucesso de The White Queen, The White Princess e The Spanish Princess, a STARZ anunciou recentemente o próximo drama Tudor que pretende adaptar: Becoming Elizabeth, centrado na vida da jovem Elizabeth, que se envolve nas políticas da corte inglesa em sua jornada para possuir a coroa. Sem herdeiro definido, o rei Henrique VIII desencadeia uma perigosa disputa pelo poder, e seus filhos sobreviventes encontram-se como peões em um jogo entre as grandes famílias da Inglaterra e as potências européias que disputam o controle do país. A série irá retratar as lutas de Elizabeth para controlar seu próprio destino e assumir o poder, enquanto os homens ao seu redor tentam reivindicar sua soberania.

“Becoming Elizabeth” está sendo criado e escrito pela dramaturga e roteirista de TV Anya Reiss, que produzirá executivamente com George Ormond e George Faber, do The Forge.

“As séries parecem pular direto de Henrique VIII para uma Gloriana de rosto branco adulta. Esquecendo jovens reis, fanáticos religiosos, romances secretos e uma jovem adolescente órfã tentando se salvar da briga cruel até o topo. Eu deveria ter achado difícil me relacionar com a realeza de 500 anos atrás, mas Elizabeth vivia em tempos perigosos e polarizadores e muitas vezes tomava decisões terríveis alimentadas por hormônios. Eu achei que escrever sua história foi uma experiência emocionante ”, disse Reiss.

“O mundo de ‘Becoming Elizabeth’ é visceral e perigoso – os julgamentos são proferidos rapidamente e ninguém está seguro”, disse o CEO da Starz , Jeffrey A. Hirsch, em um comunicado. “Esta série explora o reinado Tudor e a jovem Elizabeth, que se tornaria a ‘Gloriana’ da Inglaterra e uma das figuras mais dinâmicas da história, através de uma nova visão que achamos que os espectadores acharão altamente envolvente.”

Nenhum anúncio foi feito sobre a data da estreia ou do elenco, portanto, é provável que Becoming Elizabeth não chegue às telas tão cedo.

A última vez que a história da jovem Elizabeth Tudor foi contada em uma série foi na adaptação da década de 1970, Elizabeth R, que acompanhou a história da jovem princesa a partir da década de 1540 até sua morte em 1603. Do início ao fim da série, a princesa foi interpretada pela atriz Glenda Jackson (foto). Elizabeth R foi produzida pela BBC, com seis episódios de 1h25min e recebeu diversas críticas positivas pelo roteiro – historicamente correto – e pelos trajes, muitos deles recriados diretamente dos quadros da Rainha Elizabeth I. Se tratando de uma adaptação da STARZ, já podemos saber de antemão que não teremos nenhuma dessas duas características…

Fonte: Variety

Negros e britânicos: Uma história esquecida (Inglaterra Tudor)

Hoje, no dia da consciência negra, estou disponibilizando para vocês a segunda parte do primeiro epísódio da série “Black and British: A Forgotten History”, exibida em 2016 pela BBC, que explora a presença negra na Inglaterra. Nesse primeiro episódio, chamado “First Encounters”, o historiador David Olusoga explora dos romanos africanos que guardavam a Muralha de Adriano no século III dC até o trompetista negro das cortes Tudor.

Esse documentário tem três episódios de 58 minutos cada e, infelizmente, tive que fazer uns cortes para ficar apenas com a Idade Média e o período Tudor.

~ Fiquei muito curiosa que o traje usado pelo rei africano na estátua de meados de 1530 se parece muito com um traje feminino.
~ O apresentador não fala sobre os negros no reinado de Elizabeth I, mas há evidências de que mais de 350 africanos viviam na Grã-Bretanha entre 1500 e 1640, entre empregados, músicos, dançarinos e artistas. Lembrando que não houveram negros como escravos na Inglaterra Tudor, já que esse tipo de escravidão como aconteceria algumas décadas depois era proibido por lei na Inglaterra. Leia mais em:
https://boullan.wordpress.com/2013/04/15/os-negros-na-inglaterra-tudor/

O túmulo perdido de Maria I

images

Na Abadia de Westminster, Elizabeth I descansa junto de sua irmã, Maria I. A efígie de Elizabeth reflete a aparência de como a rainha pareceria na velhice, e foi construído sob as ordens do rei James I, o primeiro monarca Stuart na Inglaterra, para homenagear a última rainha da linhagem dos Tudor. Continuar lendo